- O Comando do Sul dos Estados Unidos anunciou uma operação contra organizações terroristas ligadas ao narcotráfico no Equador, com coordenação entre autoridades equatorianas e aliados da região.
- O Equador, antes apelidado de “ilha de paz”, enfrenta uma escalada de violência associada ao crime organizado; no primeiro semestre de 2025 registaram-se mais de 4.500 homicídios.
- O presidente equatoriano, Daniel Noboa, afirmou ter iniciado “uma nova fase contra o narcoterrorismo e a mineração ilegal” e reuniu-se com dirigentes militares dos EUA para reforçar a segurança hemisférica.
- Nesse mesmo dia, a Embaixada dos EUA anunciou o desmantelamento, desde janeiro de 2025, de uma rede internacional de tráfico ligada ao cartel Los Lobos: 16 suspeitos detidos, grandes quantidades de cocaína e dinheiro apreendidos, com cooperação da Europol.
- As Nações Unidas condenaram intervenções militares dos EUA no âmbito do narcoterrorismo, destacando que o direito internacional não autoriza assassinatos de traficantes e pedindo responsabilização e indemnização pelas vítimas.
O Comando do Sul dos Estados Unidos anunciou na terça-feira o lançamento de uma operação contra organizações associadas ao narcotráfico no Equador, consideradas “terroristas”. A iniciativa envolve autoridades equatorianas e aliados da região, incluindo os EUA.
O Governo equatoriano, que já vive uma escalada de violência relacionada ao crime organizado, recebeu a cooperação norte-americana com o objetivo de fortalecer a segurança hemisférica e enfrentar o crime transnacional. O anúncio ocorreu na véspera de uma reunião entre autoridades equatorianas e representantes norte-americanos em Quito.
No mesmo dia, fontes oficiais revelaram que uma operação em curso desde Janeiro de 2025 desmantelou uma rede internacional de tráfico de droga ligada ao cartel Los Lobos. Foram detidos 16 suspeitos, com apreensão de cocaína e de somas consideráveis de dinheiro, em colaboração com a Europol.
Daniel Noboa, presidente do Equador desde 2023, tem enfatizado, desde o início do mandato, o combate ao crime e à corrupção. Em 2024, chegou a mencionar um possível conflito armado interno, conforme o contexto político e de segurança do país.
Por outro lado, em Washington, o foco do governo tem sido o combate ao narcotráfico, com a designação de certos cartéis como “organizações terroristas” para justificar intervenções em espaços internacionais. As ações mais recentes incluem ataques marítimos e operações de busca e destruição em zonas de alto poderio estratégico.
Organizações internacionais, incluindo as Nações Unidas, já apelaram a uma resposta que respeite o direito internacional. Observadores destacam a necessidade de investigações independentes e de responsabilização de autores de ações que violem direitos humanos, sem recorrer a soluções unilaterais.
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