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Macron ordena retiradas de cidadãos; França reforça defesas no Oriente Médio

França inicia repatriamento de cerca de 400 mil cidadãos na região, com dois voos a chegar a Paris esta noite e reforço de defesas para aliados.

O Presidente francês Emmanuel Macron discursa junto ao submarino "Le Temeraire" numa base da Marinha em Crozon, 2 de março de 2026
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  • Macron ordena as primeiras retiradas de cidadãos franceses da região, com dois voos de repatriamento chegando a Paris esta noite.
  • França afirma ter abatido drones “em legítima defesa” e reforça a segurança das bases; envia capacidades de defesa aérea a aliados no Médio Oriente.
  • França enviará uma fragata para a zona de Chipre, enquanto o porta-aviões Charles de Gaulle se dirige ao Mediterrâneo.
  • Macron apontou o Irão como principal responsável pela crise e criticou também ataques israelo-americanos, mantendo a necessidade de proteção das rotas marítimas (Estreito de Ormuz e Canal do Suez).
  • Cerca de quatrocentos mil franceses encontram-se na região; o repatriamento priorizará os mais vulneráveis.

O presidente francês Emmanuel Macron anunciou uma primeira retirada de cidadãos franceses da região do Médio Oriente, ao mesmo tempo que a França reforça as defesas militares nas zonas de crise. A decisão foi anunciada numa comunicação televisiva na noite de terça-feira.

Macron culpou a República Islâmica do Irão pela escalada e descreveu as ações israelitas e norte-americanas como a fonte do conflito. O líder francês pediu o fim dos combates e avançou medidas militares e consulares em alinhamento com aliados.

Drones abatidos foram apresentados como operações realizadas em legítima defesa, com França a reforçar a segurança das suas bases na região. Duas instalações militares nacionais teriam sido alvo de ataques com danos materiais.

O chefe de Estado confirmou acordos de defesa com países do Golfo e com parceiros regionais, incluindo Qatar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, reiterando compromissos com a Jordânia, o Iraque e a Síria.

França anunciou o envio de capacidades de defesa aérea para estes aliados, no âmbito de uma força defensiva destinada a proteger tanto instalações como rotas estratégicas. A medida enquadra-se numa resposta coordenada com outros fundos.

Macron mencionou a possibilidade de uma operação terrestre israelita no Líbano, descrevendo-a como uma escalada arriscada e de erro estratégico. O tom foi de contenção e de cooperação internacional para evitar uma expansão do conflito.

Na sequência, o ministério dos Negócios Estrangeiros indicou que caças Rafale realizaram operações de segurança aérea sobre instalações francesas nos Emirados para salvaguardar drones e infraestruturas.

O presidente alertou para riscos aos principais corredores marítimos, afirmando que França lidera esforços para proteger e restabelecer o tráfego no Estreito de Ormuz e no Canal do Suez, vias essenciais para comércio e energia global.

Repatriação de cidadãos

Macron anunciou a organização do repatriamento de cidadãos franceses que desejem regressar, começando pelos grupos mais vulneráveis. Cerca de 400.000 franceses estavam na região, segundo o Presidente.

Os dois primeiros voos de repatriamento estão programados para chegar a Paris na noite de terça-feira, marcando o início do processo de evacuação coordenado com fronteiras, autoridades consulares e companhias aéreas.

Deslocação de meios e navios

Paralelamente, a França enviará meios defensivos a Chipre, seguindo incidentes com drones que visaram instalações britânicas na base de Akrotiri. Uma fragata francesa deverá aproximar-se de Chipre ainda hoje.

O porta-aviões Charles de Gaulle está a mover-se em direção ao Mediterrâneo, alinhando-se com a postura de dissuasão anunciada pelo Governo. A presença naval visa complementar as operações de defesa e proteção de rotas.

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