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Passos Coelho recandidatar-se quando quiser e defende acordo com Chega e IL

Passos Coelho afirma que se recandidata quando quiser e defende entendimento com Chega e IL para estabilidade política

Pedro Passos Coelho, antigo presidente do PSD
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  • Pedro Passos Coelho, ex-presidente do PSD, disse que se candidatará “quando quiser” e defendeu um possível acordo de legislatura com Chega e Iniciativa Liberal (IL).
  • Em entrevista ao Jornal económico, afirmou que não pretende esconder as suas intenções e que, quando desejar candidatar-se, anunciará a candidatura.
  • Revisitou o período entre 2011 e 2015, sustentando que o Partido Socialista, para evitar o regresso do PSD, esvaziou o Bloco de Esquerda (BE) e o Partido Comunista Português (PCP).
  • Afirmou que, no contexto atual, não acredita que o Chega ou a IL se esvaziem, e sugeriu que, se existisse um acordo estável entre direita, poderia ter sido benéfico para Portugal.
  • Defendeu reformas políticas e destacou que a disciplina orçamental tem sido cumprida, contrariamente ao que ocorreu em anos anteriores, mantendo-se crítico sobre a cobertura mediática do espaço reformista.

Pedro Passos Coelho admitiu que pode avançar com uma candidatura quando entender conveniente e justificou a posição com clareza sobre as suas intenções. A afirmação foi feita numa entrevista ao jornal ECO, sem disfarces sobre o futuro político.

O ex-presidente do PSD disse estar de bem com a política e com o país, sem perseguir interesses pessoais de curto prazo. Refere que não exclui possibilidades futuras, desde que haja espaço para as suas escolhas.

Analisando o passado, o antigo líder recordou o período entre 2011 e 2015 em que governou e enfrentou a intervenção externa, associando a conjuntura à formação da geringonça. Criticou a dinâmica entre PS, BE e PCP nessa altura.

Acordo com Chega e IL

Sublinhando cenários de estabilidade, Passos Coelho falou na eventualidade de um entendimento com Chega e IL. Afirmou que, caso existisse esse eixo, poderia ter contribuído para uma legislatura estável, embora reconheça que o resultado dependeria da aceitação dos parceiros.

O antigo chefe do executivo com a coligação Portugal à Frente referiu que seria mais fácil evitar divergências se houvesse uma base comum desde o início, mas disse apenas que o tempo iria demonstrar a possibilidade de tal acordo.

Relativamente a reformas políticas, defendeu que é essencial manter a disciplina orçamental alcançada e ponderou que o PSD deveria ter consolidado esse processo para evitar abandonar o rumo reformista.

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