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Passos Coelho em foco por alegadas ocultações

Passos Coelho, o suposto encoberto da direita, reacende visibilidade com declarações conservadoras e entrevista ao Eco, propondo um governo mais assertivo

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  • Passos Coelho voltou a fazer manchete em abril de 2024, com declarações ultraconservadoras em termos sociais e a sugerir que o PSD pode ir mais para a direita.
  • Na apresentação do livro Identidade e família, contou com apoio de André Ventura, líder do Chega, entre os seus fãs mais fervorosos.
  • Em entrevista ao jornal Eco, afirmou que Se quiser candidatar-se, irá fazê-lo e anunciou a sua intenção de se candidatar, afastando dúvidas sobre o seu percurso político.
  • Defende que Montenegro deveria ter tentado um acordo de legislatura com Chega e IL para estabilidade e capacidade reformista, argumentando que só ao tentar é que se sabe.
  • Critica a privatização da TAP, a suposta timidez das reformas no segundo mandato e a natureza casuística das negociações, defendendo propostas claras ao Parlamento para responsabilizar os partidos pelo voto.

O ex-primeiro-ministro Passos Coelho, visto por alguns como o “encoberto”, reaparece a propósito de declarações conservadoras em abril de 2024. Na altura, sugeriu que o PSD poderia avançar para uma linha mais à direita, num momento de debate público intenso que contou com a presença entusiástica de André Ventura, líder do Chega.

Numa entrevista ao jornal Eco, Coelho disse que, se decidir candidatar-se, anunciará já a sua candidatura. Reforçou a ideia de que não existe nevoeiro sobre os seus próximos passos e que a disponibilidade para recandidatar-se é real, sem ambiguidade.

O ex-governante criticou Montenegro por não ter tentado um acordo de legislatura com Chega e IL, apontando essa via como fator de estabilidade e capacidade reformista. Também questionou a ambiguidade na privatização da TAP e a suposta timidez das reformas, após quase um ano de segundo mandato.

Defendeu um método simples para clarificar quem governa: apresentar propostas ao Parlamento e responsabilizar cada partido pelo seu voto. O enquadramento que propõe é direto, com foco na responsabilização parlamentar como forma de legitimar decisões.

Contexto e perspetivas recentes

Coelho mantém que o papel do encoberto não morreu e que continuará presente no debate político, acompanhado por quem o acompanha, sem recorrer a narrativas de crise. A entrevista ao Eco reforça a mensagem de uma atuação pública contínua, com foco em propostas claras para o Parlamento.

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