- O presidente do Chega, André Ventura, propôs a criação de uma comissão parlamentar dedicada à reforma do Estado, presidida por Pedro Passos Coelho.
- A comissão abrangeria áreas como fiscalidade, Administração Pública, energia e habitação, com possível consenso entre Chega, PSD e Iniciativa Liberal.
- Ventura afirmou que, na perspetiva dele, o atual Ministério da Reforma do Estado não tem funcionamento, defendendo a participação de pessoas da sociedade civil.
- A ideia é que Passos Coelho presida o grupo, por entender que ele tem perfil reformista e poderia ter uma participação institucional relevante.
- Sobre as declarações de Passos sobre a possibilidade de regressar à política, Ventura disse não ver isso como ameaça ao Chega, dando destaque ao crescimento do eleitorado do partido.
O presidente do Chega, André Ventura, pediu hoje a criação de uma comissão no Parlamento dedicada à reforma do Estado, com Passos Coelho a liderar o grupo. A ideia visa abordar áreas como fiscalidade, Administração Pública, energia, habitação e reformulação energética.
Ventura afirmou que o atual ministério da Reforma do Estado não tem atingido os objetivos, defendendo a inclusão de representantes da sociedade civil e a participação institucional de Passos Coelho. A ideia surgiu à margem da feira de turismo BTL, em Lisboa.
O líder do Chega rejeitou que Passos Coelho seja uma ameaça ao partido. Mais, disse que o eleitorado do Chega está em crescimento e que o ex-primeiro ministro pode contribuir com propostas dentro do possível. A ideia é construir consensos entre várias forças.
Passos Coelho já tinha falado na possibilidade de regressar à política activa, numa intervenção recente em Lisboa. O ex-PM afirmou não se excluir, desde que as circunstâncias o justifiquem, acrescentando que há quem goste e quem não goste de suas posições.
Ochego Partido Social Democrata e outras formações foram o pano de fundo para estas declarações. Ventura destacou que a participação de Passos Coelho poderia conferir maior institucionalidade ao debate sobre a reforma do Estado, se houver aceitação pública ampla.
No fim de semana, Passos Coelho indicou que jamais se considerou inútil para a política. Acrescentou que, se retornar, não o fará por razões imorais, reforçando a ideia de que pode contribuir consoante o contexto político.
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