- José Manuel Pureza afirmou que o primeiro-ministro não vai demitir a ministra dos patrões, defendendo que o Governo é “dos patrões”.
- No almoço de 27 anos do Bloco de Esquerda, Fernando Rosas disse que o BE vive o “momento mais difícil” da sua história e que a situação vai piorar.
- O BE criticou o anteprojecto laboral do Governo PSD/CDS-PP e apelou à unidade de trabalhadores e sindicatos para enfrentar o que consideram extremismo e autoritarismo.
- Pureza avisou que isolar a ministra dos patrões não basta, apontando uma aliança entre direita e extrema-direita fascizante e a utilização de manipulação algorítmica para manipular a opinião pública.
- Rosas pediu organização coletiva nas empresas, sindicatos, escolas e bairros, incentivando o recrutamento de novos militantes, e chamou o BE a manter as causas antifascistas vivas.
O Bloco de Esquerda celebra 27 anos com uma intervenção de José Manuel Pureza, líder parlamentar. O foco foi a atual governação, percepcionada como favorável aos patrões, numa altura de mobilizações contra o anteprojecto laboral.
Durante o almoço em Lisboa, Pureza apontou que o Governo não está disposto a demitir a ministra do Trabalho, mesmo ante a pressão dos bloquistas. A direção do partido vê uma aliança entre direita e extrema direita.
Pureza sublinhou a urgência de mudar o mundo que move o BE e criticou o anteprojecto laboral, defendendo a união dos trabalhadores e sindicatos. Destacou que a unidade social é essencial contra o que descreve como extremismo.
O coordenador recordou causas históricas do BE, incluindo direitos das mulheres e combate às alterações climáticas. Garantiu que o partido mantém a energia de tempos de Louçã, Fazenda, Rosas e Portas.
Pureza afirmou que a base antifascista do BE não se esgota no passado. Reforçou que o partido é visto como resistente pela direita e pelos setores económicos, por defender mudanças estruturais.
O líder also alertou para uma aliança crescente entre direita e extrema-direita, com apoio de redes sociais. Disse que essa dinâmica influencia a opinião pública e precisa ser enfrentada pelo BE.
Durante o encontro, várias figuras da antiga direção marcaram presença, entre eles ex-coordenadoras e fundadores do BE. O tom foi de preparação para lutas duras à frente.
Antes de terminar, Rosas descreveu o atual momento do BE como o mais difícil de sempre. Pediu aos bloquistas que recrutem, formem militantes e atuem em empresas, sindicatos e comunidades.
No decorrer do evento, o BE reiterou a sua posição de que a participação cívica ativa é crucial para enfrentar o descontentamento social. Não houve apelo direto ao voto ou à participação pública do leitor.
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