- Passos Coelho afirmou que nunca se considerou inútil para a política e não exclui um regresso, desde que não seja pelas piores razões.
- A posição foi apresentada durante a conferência de comemoração do 5.º aniversário do Instituto “+Liberdade”, no Museu do Oriente, em Lisboa.
- Relembrou que saiu da liderança do PSD em 2015 e disse achar pouco provável voltar a ter uma função tão ativa, se acontecer novamente não será pelas melhores razões.
- Garantiu não estar a preparar nenhuma candidatura nem a saber quando haverão eleições dentro do partido.
- Comentou ainda a situação no Irão, afirmando preocupação com direitos humanos e democracia, e que a intervenção dos EUA e de Israel tem consequências difíceis de prever.
Na conferência que marcou o 5.º aniversário do Instituto “+Liberdade”, no Museu do Oriente, em Lisboa, Pedro Passos Coelho afirmou que nunca se sentiu inútil para a política e não excluiu um regresso, desde que não seja pelas piores razões. Disse ainda que não está a preparar qualquer candidatura.
O ex-primeiro-ministro explicou que, apesar de considerar improvável retornar a uma função tão ativa como a de chefe de governo (2011-2015), não descartaria a possibilidade caso o país e o PSD estejam satisfeitos com o seu desempenho. A ideia é evitar comprometer o futuro com promessas irreais.
Antes desta intervenção, Passos Coelho tinha negado estar de volta à política ativa e admitiu não saber se algum dia será necessário voltar. Reforçou que não pretende assumir uma posição de liderança no imediato e que não está a pensar em eleições dentro do seu partido.
O antigo governante recordou a sua saída de 2017, justificando que a solução de governo da altura, liderada pelo PS com apoio parlamentar de PCP, BE e PEV, era politicamente mais barata e preferiu libertar o PSD do foco na troika para abrir espaço a outra linha de discurso.
No final da sessão, surgiram intervenções de figuras políticas e liberais na plateia, como ex-candidatos e antigos membros de partidos centrista-liberais. A conversa também abordou a situação no Irão, com Passos Coelho a sublinhar preocupações sobre direitos humanos e democracia.
Sobre o Irão, o ex-lÍder salientou que a intervenção militar norte-americana e israelita tem consequências incertas e que o país não é o seu, mas o que lá se passa é motivo de preocupação para quem valoriza direitos humanos.
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