- Angola iniciou a retirada de cidadãos de Israel, com o primeiro grupo de nove angolanos já a abandonar o país na noite de 27 de fevereiro, em direcção a Luanda.
- O grupo, composto por pessoal não essencial e respetivos familiares, deve chegar a Luanda às 12:30 de este sábado, no âmbito de medidas para salvaguardar segurança e bem‑estar.
- O Ministério das Relações Exteriores garante que o processo prossegue de forma faseada, organizada e segura, com monitorização das tensões no Médio Oriente e um plano de contingência.
- A operação decorre numa conjuntura de escalada entre Estados Unidos, Israel e Irão, com retaliações que afectam também Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar e Bahrein.
- Líderes de França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos e apelaram ao regresso às negociações, num contexto de instabilidade regional que inclui um conflito direto entre Israel e Irão em 2025.
Angola iniciou a retirada de cidadãos de Israel, no seguimento de uma escalada de tensões no Médio Oriente. O primeiro grupo de nove angolanos saiu do país na noite de 27 de fevereiro, com chegada prevista a Luanda às 12:30 de sábado, acompanhado de familiares.
O Ministério das Relações Exteriores (Mirex) informou ter vindo a monitorizar a evolução dos acontecimentos e a manter ligação com as missões angolanas em Israel, Qatar, Turquia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. Foi elaborado e acionado um plano de contingência para assegurar a saída dos cidadãos.
O processo de retirada será realizado de forma faseada, organizada e segura, assegurando proteção e assistência aos angolanos na região. A decisão ocorre numa fase em que Estados Unidos e Israel executaram ataques contra o Irão, que respondeu com ações contra alvos israelitas e em outros países da região.
Contexto regional
Líderes de França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos e apelaram ao regresso às negociações, num contexto de instabilidade crescente. Em 2025, já houve um confronto direto entre Israel e o Irão, com ações atribuídas a bombardeamentos norte-americanos a instalações iranianas.
O Mirex reiterou que a retirada continuará a decorrer de forma faseada, com prioridade à proteção dos cidadãos angolanos e à preservação do bem-estar até à completa operação de evacuação. Não foram divulgados detalhes sobre o número total de cidadãos a retirar ou prazos adicionais.
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