- Danielle Bensky, sobrevivente de Jeffrey Epstein, juntou-se a outras vítimas para exigir ao Departamento de Justiça (DOJ) a divulgação de todos os ficheiros da investigação e acusa o Presidente Donald Trump de liderar o “maior encobrimento governamental da história moderna” por alegadamente ter retido documentos sobre uma denúncia de abuso de uma menor.
- Uma análise da CNN aponta falhas em mais de três milhões de páginas do caso Epstein recentemente divulgadas pelo DOJ, incluindo depoimentos do FBI que não estão no arquivo público, entre eles entrevistas de 2019 com uma mulher que acusa Epstein e Trump de abuso nos anos oitenta.
- O deputado democrata Robert Garcia afirma que há documentos relevantes ausentes; a Casa Branca nega irregularidades e o DOJ afirma não ter apagado registos, comprometendo-se a reexaminar os documentos.
- O DOJ divulgou imagens de arquivos que deveriam ter ficado ocultos, incluindo fotos de nudez, passaportes e cartas de condução, bem como vídeos de um agente do FBI e várias fotos de vítimas nuas.
- O ator Robert De Niro criticou Trump, que respondeu chamando Omar e Tlaib de lunáticas e acusando-os de criminais, num episódio ligado às declarações políticas recentes.
Uma sobrevivente de Jeffrey Epstein, Danielle Bensky, juntou-se a outras vítimas para pedir ao Departamento de Justiça (DOJ) a divulgação de todos os ficheiros da investigação. A acusação envolve ainda o Presidente Donald Trump, que é citado como alvo de alegações de ocultação de informações. A contestação descreve um possível encobrimento de denúncia de abuso de menor.
A CNN analisou mais de três milhões de páginas divulgadas pelo DOJ, apontando falhas no material público. Segundo a análise, dezenas de depoimentos do FBI não estão disponíveis, incluindo anotações de entrevistas de 2019 com uma mulher que alega ter sido abusada por Epstein e por Trump na década de 1980, quando tinha entre 13 e 15 anos.
Posição das autoridades e reações
Trump nega irregularidades envolvendo Epstein. Em comunicado, a Casa Branca qualificou as acusações como falsas e sensacionalistas. O DOJ afirmou não haver registos apagados e assegurou que está a cumprir a lei, comprometendo-se a reexaminar documentos do caso.
Ao longo de quase um mês, o DOJ divulgou parte dos arquivos, incluindo imagens de nudez, informações de passaportes e passaportes de condução de vítimas, segundo a CNN. Também foram disponibilizados vídeos que mostram o rosto de mulheres, um agente infiltrado do FBI e mais de uma centena de fotografias de vítimas nuas.
Impacto público e declarações
Robert De Niro, crítico de Trump, afirmou esperar que os americanos rejeitem o Presidente. Trump respondeu, designando Ilhan Omar e Rashida Tlaib como alvo de críticas e referindo-se ao ator de forma depreciativa. O tom das declarações manteve-se polarizado entre apoiantes e opositores de Trump.
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