- Relatórios do FBI descrevem alegações não comprovadas de que Donald Trump abusou sexualmente de uma mulher menor de idade no início dos anos oitenta, com a ajuda de Jeffrey Epstein, segundo o The Guardian.
- Foram realizadas quatro entrevistas em 2019, com base em anotações de formulários 302, descrevendo supostos abusos ocorridos em Hilton Head, Carolina do Sul, e possíveis viagens associadas.
- A mulher alegou que Epstein a fornecia substâncias e que houve chantagem para desviar fundos da empresa e pagar extorsões; também afirmou que Trump tentou abusar da vítima.
- As informações não foram verificadas e o FBI nunca apresentou acusações relacionadas a esses testemunhos; há inconsistências em relação à vida de Epstein naquela época.
- O irmão de Epstein e outras/so não conseguiram corroborar os relatos, e Trump nega consistentemente qualquer irregularidade no caso Epstein.
Três memorandos que descrevem quatro entrevistas realizadas pelo FBI em 2019 contêm alegações explícitas, não verificadas, de que Donald Trump abusou sexualmente de uma mulher menor de idade no início dos anos 1980, com a cooperação de Jeffrey Epstein, segundo o Guardian. As notas do formulário 302, não divulgadas pelo Departamento de Justiça, referem várias informações não confirmadas.
As entrevistas, realizadas no verão e outono de 2019, incluem relatos de uma mulher que afirma ter sido abusada por Epstein desde os 13 anos, em Hilton Head Island, Carolina do Sul. A acusação envolve que Epstein drogou a vítima e que Trump, presente numa reunião, teria feito gestos inadequados. A mulher alega chantagem sobre fotos íntimas e desvio de fundos na empresa imobiliária vinculada a Epstein.
Entre os elementos apresentados, a entrevistada descreve também anos de ameaças, com episódios de risco em estradas no Oregon e Washington. Em reunião subsequente, a testemunha recusou gravar o depoimento e questionou o objetivo de detalhar contatos com Trump, citando pouca possibilidade de consequências legais.
Informações contraditórias
Um funcionário do governo confirmou a autenticidade dos relatórios, cuja existência havia sido divulgada pelo jornalista Roger Sollenberger, desencadeando controvérsia e investigação no Congresso. No entanto, as alegações não foram verificadas pelo FBI, nem resultaram em acusações.
Mark Epstein, irmão de Jeffrey, disse ao Guardian não haver evidências de que Trump e Epstein se conheciam em 1983. Também não há confirmação de visitas a Hilton Head nesse período ou de processos envolvendo a mãe da denunciante. O Guardian não divulgou o nome da testemunha.
O Guardian indica que uma mulher com dados biográficos compatíveis com registros do FBI já enfrentou acusações de fraude e furto em Washington, além de uma acusação de crime grave por exploração de idoso na Geórgia, em 2023. Em 2020, houve um processo contra o espólio de Epstein, que foi encerrado sem confirmação de indemnização. Trump tem negado qualquer irregularidade relacionada com o caso Epstein.
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