- O parlamento aprovou um voto de solidariedade com o povo ucraniano, rejeitado apenas pelo Partido Comunista Português.
- O voto defende uma ordem internacional baseada em regras e valores civilizacionais, em resposta à invasão da Ucrânia.
- A leitura do voto em plenário ficou a cargo da deputada Teresa Morais, por solicitação do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco.
- O apoio veio dos votos do PSD, Chega, PS, Iniciativa Liberal, Livre, CDS, e dos deputados únicos do Bloco de Esquerda, PAN e JPP; o Governo associou-se ao teor do voto.
- O texto recorda que há quatro anos começou a guerra na Ucrânia, que provocou vítimas, deslocados e destruição, e sublinha que a Ucrânia tem direito à soberania e ao território; é destacada a preocupação com crianças ucranianas retiradas do país.
O parlamento aprovou na sexta-feira um voto que reafirma solidariedade ao povo ucraniano e o compromisso com uma ordem internacional baseada em regras. O PCP foi a única força a rejeitar o documento.
A embaixadora da Ucrânia em Portugal, Maryna Mykhailenko, esteve presente nas galerias, assim como menores resgatados após terem sido capturados por tropas russas.
O voto contou com os votos favoráveis de PSD, Chega, PS, Iniciativa Liberal, Livre, CDS e dos deputados únicos do Bloco de Esquerda, PAN e JPP. O Governo também se associou ao teor do texto.
Por solicitação do presidente da Assembleia, José Pedro Aguiar-Branco, a leitura foi feita pela deputada Teresa Morais, da bancada do PSD, em plenário.
Após a leitura, quase todos os deputados aplaudiram, com exceção dos três membros do PCP, que permaneceram sentados. Paula Santos, líder parlamentar do PCP, anunciou uma declaração de voto.
O texto recorda que, a 4 de anos da invasão russa, a intervenção viola a Carta das Nações Unidas. A guerra já provocou milhares de mortos, feridos e deslocados e gerou destruição material e moral.
Segundo o voto, a guerra na Ucrânia não é um problema distante, pois afeta princípios portugueses como o direito internacional, a soberania, a democracia e os direitos humanos, fundamentais para uma paz justa.
O documento sublinha que Portugal tem estado ao lado dos parceiros europeus, condena a agressão e afirma que a Ucrânia tem direito à soberania, ao território, à independência e à liberdade, bem como a um futuro estável.
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