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Kansas anula documentos de identificação de mais de 1.000 residentes transgénero

Kansas invalida documentos de mais de 1.000 residentes transgénero, obrigando-os a registar o sexo de nascimento e pagar novas cartas de condução

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  • O governo do Kansas invalidou as cartas de condução e os certificados de nascimento de residentes transgénero que alteraram o género nesses documentos, sob uma lei que entrou em vigor na quinta-feira, afetando mais de mil pessoas.
  • A norma obriga a alterar o género para o sexo atribuído à nascença e proíbe alterações futuras nesses documentos; os residentes afetados terão de pagar as novas cartas de condução.
  • A lei exige ainda que pessoas transgénero utilizem casas de banho e balneários em edifícios públicos que correspondam ao sexo atribuído à nascença.
  • O contexto envolve restrições crescentes a pessoas trans nos Estados Unidos, com ações federais e judiciais em curso; a União Americana pelas Liberdades Civis planeia contestar a lei até ao final da sexta-feira.

O governo do Kansas anulou documentos de identificação de mais de 1000 residentes transgénero que alteraram o género nos documentos oficiais, em consonância com uma lei que entrou em vigor na quinta-feira. As cartas de condução e os certificados de nascimento emitidos com o género diferente do atribuído ao nascer tornam-se inválidos.

Quem está envolvido envolve residentes transgénero do estado, o governo do Kansas e as entidades emissoras de documentos. Os afetados passam a ter de alterar novamente a indicação de género e a obter novas cartas, pagando as respetivas taxas.

A legalidade em vigor obriga ainda que, em prédios públicos, pessoas transgénero usem instalações que correspondam ao sexo atribuído ao nascer. A norma preocupa organizações de defesa dos direitos, que alertam para riscos de discriminação e violência em interações com a autoridade e no acesso a serviços.

Contexto e desdobramentos

A lei surge num quadro de restrições crescentes a direitos trans nos EUA, com intervenções de nível estadual e federal. A Administração de Donald Trump tem adotado medidas restritivas, incluindo diretrizes que reduzem o reconhecimento de géneros.

Defesas dos direitos humanos apontam que a nova norma aumenta o risco de discriminação e de dificuldades de acesso a oportunidades, como emprego ou habitação, para pessoas trans. Legislações recentes têm sido alvo de ações judiciais em várias jurisdições.

Atualizações legais indicam que, anteriormente, residentes poderiam alterar a indicação de género até 2023, com suspensão do processo num processo judicial, e retomada em tribunais no ano seguinte. O caso no Kansas foi aprovado após o parlamento aprovar a lei após o veto da governadora.

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