- Bill Clinton foi ouvido pelo Comité de Supervisão da Câmara dos Representantes dos EUA em Chappaqua, Nova Iorque, sobre as suas ligações a Jeffrey Epstein.
- O ex-presidente afirmou: “não fiz nada de errado” e “não fazia ideia dos crimes” de Epstein, acrescentando que o curto contacto terminou há anos.
- Disse que não testemunhou nem viu indícios dos crimes durante as interações, e que não houve qualquer coisa que o fizesse questionar.
- Hillary Clinton depôs perante a comissão, dizendo não se lembrar de conhecer Epstein, e referiu conhecer Ghislaine Maxwell apenas superficialmente; o marido disse estar irritado com a necessidade do depoimento dela.
- A relação entre Bill Clinton e Epstein ocorreu entre 1990 e aproximadamente 2003, incluindo voos no avião de Epstein e visitas à Casa Branca; Clinton afirmou que, se soubesse do que se passava, teria denunciado e exigido justiça.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, prestou depoimento esta sexta-feira perante o Comité de Supervisão da Câmara dos Representantes, em Chappaqua, Nova Iorque, sobre as ligações a Jeffrey Epstein. Na defesa, afirmou não ter visto nem participado em atividades inadequadas associadas ao empresário.
Clinton sustentou que o contacto com Epstein ocorreu há anos e que nunca testemunhou indicações de crimes. O político de 79 anos afirmou ainda não ter tido conhecimento dos crimes imputados ao empresário e reiterou que não cometeu qualquer irregularidade durante as suas interações.
A sessão surge no âmbito de investigações sobre a rede de Epstein e as relações com figuras públicas. Hillary Clinton também depôs na quinta-feira, garantindo não recordar ter conhecido Epstein e referindo ter conhecido Ghislaine Maxwell apenas de forma superficial.
Contexto e desdobramentos
A ligação entre Clinton e Epstein é ampliada por registos de visitas à Casa Branca e viagens em voos atribuídos a Epstein, embora o ex-presidente afirme nunca ter visitado a ilha caribenha do empresário. Clinton afirmou que, se tivesse conhecimento do que se passava, teria agido.
Durante a sessão televisiva, Bill Clinton indicou que, apesar das fotos que possam existir, apenas certas informações importam: aquilo que viu, aquilo que não viu, e aquilo que fez, ou não fez. A audiência prossegue com depoimentos de outras pessoas ligadas ao caso.
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