- Hugo Soares, líder parlamentar e secretário-geral do PSD, afirmou que Passos Coelho deu “tiro ao lado” na crítica à nomeação de Luís Neves, ex-diretor da Polícia Judiciária, para ministro da Administração Interna.
- Soares disse que a nomeação foi elogiada quase de forma unânime e que não vê problema nenhum em um funcionário do Estado ser ministro, lembrando que a Polícia Judiciária responde ao Governo.
- Criticou a comparação feita por Passos Coelho com a saída de Mário Centeno do Governo para o Banco de Portugal, dizendo que não é o mesmo cenário.
- Passos Coelho considerou o precedente grave e, na conferência no Porto, destacou a independência dos reguladores e a separação de poderes.
- Luís Neves tomou posse na segunda-feira como ministro da Administração Interna; é o terceiro ministro nos dois Executivos PSD/CDS-PP liderados por Luís Montenegro.
Hugo Soares, líder parlamentar e secretário-geral do PSD, questionou a crítica de Passos Coelho à nomeação do ex-diretor da PJ, Luís Neves, para ministro da Administração Interna, classificando-a como um tiro ao lado. O comentário foi feito em entrevista à Rádio Renascença e ao jornal Público.
Soares sustenta que a nomeação foi amplamente elogiada e que a PJ está integrada no âmbito da Administração Pública, motivo pelo qual um funcionário do Estado pode assumir um cargo ministerial. A defesa enfatiza a valorização dos quadros da instituição.
O deputado recorda que a avaliação de Passos Coelho surge num contexto de considerável apoio à decisão, e rejeita qualquer equivalência com situações anteriores envolvendo figuras públicas. Afirmou, ainda, ter grande consideração pelo ex-primeiro-ministro.
Contexto e reacções
Passos Coelho tinha dito, numa conferência em Porto, que a passagem direta de Luís Neves da direção nacional da PJ para o Governo era um precedente grave, comparando o caso ao afastamento de Mário Centeno para o Banco de Portugal. O antigo líder do PSD afirmou que a nomeação pode comprometer a independência regulatória.
Segundo a intervenção, Passos reconheceu boas intenções por parte do governo ao convidar Neves, mas reiterou a preocupação com o precedente criado pela transição direta entre funções. A conferência foi organizada pela SEDES e pela AEP, com gravação pela rádio Observador.
Luís Neves tomou posse na segunda-feira como ministro da Administração Interna, no atual executivo liderado por Luís Montenegro, composto pelo PSD e CDS-PP. A nomeação gerou reações entre críticos e defensores, variando entre dúvidas sobre independência regulatória e apoio à valorização de quadros.
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