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Hillary Clinton diz não ter informações sobre atividades criminosas de Epstein

Hillary Clinton afirma não se lembrar de ter conhecido Jeffrey Epstein nem ter informações sobre as suas atividades criminosas, numa audiência contornada pela polémica no Congresso

Hillary Clinton vai depor no Congresso sobre o caso Epstein
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  • Hillary Clinton afirmou no Congresso não se lembrar de ter conhecido Jeffrey Epstein nem ter informações sobre as suas atividades criminosas.
  • Disse que nunca viajou nos aviões dele nem visitou a ilha, casas ou escritórios do magnata.
  • O depoimento ocorreu na Comissão de Supervisão da Câmara, em Chappaqua, Nova Iorque, e ela acusou o painel de tentar desviar o foco das ligações de Trump a Epstein.
  • A audiência foi suspensa depois da divulgação de uma fotografia da sessão nas redes sociais, partilhada pelo comentador Benny Johnson.
  • O comité pretende apurar o grau de envolvimento de Epstein nas obras de caridade dos Clinton e eventuais interacções com Epstein ou Ghislaine Maxwell; as transcrições serão tornadas públicas.

Hillary Clinton afirmou ao Congresso que não recorda ter conhecido Jeffrey Epstein e que não possuía informações para divulgar sobre as alegadas atividades criminosas do magnata. A declaração foi feita à Comissão de Supervisão da Câmara, em Washington.

A deputada democrata recusou qualquer envolvimento com Epstein, assegurando que nunca viajou nos seus aviões nem visitou a ilha, casas ou escritórios do empresário. A testemunha pediu aos presentes que não acrescentassem novos dados além do que já conheciam.

A partir daí, a audiência seguiu para uma sessão a portas fechadas, em Chappaqua, Nova Iorque, perto da casa de Clinton. O depoimento começou semanas após surgirem novas ligações entre Epstein e o então presidente Donald Trump.

Contexto

Pouco depois do início, a sessão foi interrompida por um incidente nas redes sociais: uma fotografia da testemunha a depor foi publicada, levando os organizadores a suspender temporariamente o depoimento. A imagem foi partilhada por apoiantes de Boebert.

Os republicanos, liderados pelo presidente do comité James Comer, afirmaram que a investigação visa esclarecer o eventual envolvimento de Epstein nas obras de caridade associadas aos Clinton, bem como quaisquer interações com Ghislaine Maxwell. Transcrições deverão ser tornadas públicas.

Bill Clinton, que em 2002-2003 viajou várias vezes na aeronave de Epstein, também estava previsto depor, depois de inicialmente recusarem-se. O antigo Presidente não foi formalmente acusado de crimes neste caso.

Democratas defenderam que as audiências não procuram desviar atenções de outras ligações, e apontaram que houve pressão para que o casal Clinton testemunhasse. Reiterou-se que não há acusações formais contra eles neste momento.

Howard Lutnick, secretário de Comércio, admitiu ter visitado a ilha particular de Epstein, em data não especificada, após alegar ter rompido relações com o magnata. A audiência continua a tratar de ligações potenciais com Epstein e Maxwell.

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