- A Associação Académica de Coimbra (AAC) decidiu afastar o Chega de eventos e iniciativas dos seus órgãos centrais, intermédios e estruturas estudantis.
- A decisão foi tomada em Assembleia Magna, com 273 votos a favor, 3 contra e 30 abstenções.
- O Chega fica excluído de visitas ao edifício-sede em moldes eleitorais, políticos, institucionais ou outras situações extraordinárias, e não poderá participar em eventos da AAC.
- A direcção-geral sublinha que a medida reflete uma posição da comunidade estudantil face ao alegado discurso de ódio e xenófobo do partido.
- A AAC afirma manter princípios de liberdade, igualdade e solidariedade, defendendo a inclusão, a democracia e os direitos humanos como base dos seus estatutos.
A Associação Académica de Coimbra (AAC) decidiu excluir o Chega das atividades da academia. A decisão foi tomada na Assembleia Magna realizada na quarta-feira, com 273 votos a favor, 3 contra e 30 abstenções. O appoio ocorreu após discussão sobre estatutos e princípios democráticos.
A deliberação impede o Chega de participar em visitas ao edifício-sede em moldes eleitorais, políticos ou institucionais, bem como de estar presente em eventos cívicos, sociais, económicos, mediáticos ou políticos promovidos pela AAC. A medida abrange os órgãos centrais, intermédios e estruturas estudantis.
A direcção-geral da AAC explicou, em comunicado, que a votação reflete uma posição clara da comunidade estudantil perante o partido de direita liderado por André Ventura. O texto aponta incompatibilidade com os princípios democráticos defendidos pela instituição.
Segundo a AAC, o discurso de ódio e xenófobo promovido pelo Chega é o principal motivo de fractura institucional. A organização sustenta que esse tipo de narrativa contraria os estatutos que promovem liberdade, igualdade e solidariedade.
A instituição reforçou o compromisso com uma academia inclusiva e plural. A direção afirma defender a democracia, a igualdade perante a lei e a liberdade, mantendo o legado histórico da instituição e o papel dos estudantes na defesa dos valores democráticos.
A nota oficial acrescenta que a atuação do Chega contraria a promoção dos direitos humanos prevista nos estatutos. A AAC posiciona-se, assim, de forma firme, reiterando a exclusão do partido da vida académica de Coimbra.
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