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Aguiar-Branco solicita mobilização de meios para arquivar património digital

Aguiar-Branco pede mobilização urgente de meios do Estado e sociedade civil para arquivar o património digital e defender a memória democrática

José Pedro Aguiar-Branco, presidente da Assembleia da República
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  • O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, pediu uma mobilização urgente de meios estatais e cívicos para arquivar o património digital e lembrar que a memória é um dever da democracia.
  • Foi entregue o Prémio Mário Soares, Liberdade e Democracia, à jornalista Sofia Craveiro, pela série de artigos Arquivos de Media – Memória Sem Garantia de Preservação.
  • A cerimónia decorreu na Sala do Senado e contou com a presença de Isabel e João Soares e do procurador-geral da República, Amadeu Guerra.
  • O prémio, de 25 mil euros, pretende distinguir trabalhos centrados nos valores defendidos por Mário Soares, especialmente no que toca ao jornalismo e ao direito de informar.
  • Aguiar-Branco alertou para o desafio político de memória: “o modo como arquivar o digital” precisa de mais e melhor preservação e acessibilidade, mobilizando recursos do Estado e da sociedade civil.

O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, pediu esta quinta-feira uma mobilização urgente de meios estatais e da sociedade civil para preservar o vasto património digital existente. Em democracia, a memória é um dever, assegurou durante a cerimónia de entrega do Prémio Mário Soares, Liberdade e Democracia.

A cerimónia decorreu na Sala do Senado, com a presença de Isabel e João Soares, e do Procurador-Geral da República, Amadeu Guerra. O prémio foi atribuído à jornalista Sofia Craveiro pela série de artigos Arquivos de Media – Memória Sem Garantia de Preservação.

Prémio Mário Soares

A primeira edição do prémio distinguiu, assim, Craveiro pela sua investigação desenvolvida ao longo de dois anos. Aguiar-Branco sublinhou que o exercício premiado aborda a memória e a preservação institucional no actual debate público.

Segundo o presidente da Assembleia, a questão não é apenas digitalizar arquivos, mas também escolher formas de arquivar o digital. A digitalização é apenas parte do desafio de memória coletiva, destacou.

Contexto e desafio da memória

Aguiar-Branco lembrou que a vida pública se move cada vez mais online, desde blogs antigos aos atuais conteúdos em plataformas digitais. O objetivo é assegurar acessibilidade e preservação a longo prazo, evitando que conteúdos relevantes se percam.

O presidente apelou à mobilização de recursos estatais e privados para reforçar a proteção do património digital, com uma atuação conjunta entre Estado e sociedade civil, incluindo iniciativas de curadoria e preservação histórica.

Plataforma Gerador e legado de Mário Soares

Durante o ato, foi recordada a plataforma Gerador, que utiliza internet e redes sociais para publicação de trabalhos. O espaço não existiria na época de Mário Soares, indicou Aguiar-Branco, que destacou o contributo do antigo chefe de Estado para a liberdade de informação.

Ao atribuir o prémio, o parlamento reforçou o objetivo de premiar jornalismo e o direito de informar e ser informado, princípios basilares de uma sociedade aberta. Aguiar-Branco afirmou ainda que a homenagem reflete uma reflexão sobre os desafios da memória pública.

Sobre o prémio

Criado no ano anterior pelo Presidente da Assembleia, o prémio distingue atividades ligadas aos valores defendidos por Mário Soares. O galardão tem 25 mil euros e é atribuído pelo presidente da Assembleia mediante proposta do júri. O júri integra representantes de grupos parlamentares, academia e Fundação Mário Soares.

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