- A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, disse que os critérios para nomear as administrações das ULS são os “mesmos critérios de sempre”.
- Reconheceu que vários convites para os cargos têm sido recusados.
- A direção executiva do Serviço Nacional de Saúde compete indigitar e propor essas nomeações ao Governo.
- Está em curso uma reforma do Estado; a ministra referiu que é possível ponderar outros critérios, mas, até agora, o Governo manteve os critérios usados.
- Ao fim de 2025, dez conselhos de administração de ULS terminavam mandatos a 31 de dezembro, e a Ordem dos Médicos já pediu que as nomeações se baseiem em competência e experiência, não em favoritismo.
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmou nesta terça-feira que os critérios para nomear as novas administrações de unidades locais de saúde (ULS) são os mesmos de sempre, após ser questionada sobre substituições nas equipas dirigentes. O foco foi esclarecer o que está por trás das nomeações.
Martins explicou que os critérios utilizados sempre existiram para a nomeação dos conselhos de administração, e que o Governo está a seguir o processo instaurado pela Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que indigitou e propôs as nomeações à Governo. A ministra destacou ainda que a reforma do Estado pode trazer mudanças.
A governante reconheceu dificuldades na obtenção de candidatos, mencionando que vários convites foram recusados e que os riscos da gestão hospitalar, como multas, falta de seguros e vencimentos baixos, dificultam o recrutamento. Não houve comentários sobre alternativas de modelo neste momento.
Contexto e desdobramentos
No final de 2025, o SNS informou que 10 conselhos de administração de ULS terminavam mandatos a 31 de dezembro, elevando o foco na continuidade da gestão. A Ordem dos Médicos já alertara para que as nomeações se baseiem em competência e experiência, não em amiguismo político.
A posição da Ordem reforça a exigência de critérios técnicos para assegurar a qualidade da gestão. O Governo, por sua vez, mantém o rumo de avaliação de possíveis alterações no modelo de nomeação, no âmbito da reforma da Administração Pública.
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