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Ex-presidente filipino Duterte elaborou listas de pessoas a abater

Ex-presidente filipino Rodrigo Duterte é indiciado por crimes contra a humanidade; testemunhos indicam listas de alvos e milhares de mortes na guerra às drogas

Duterte está indiciado por três crimes e é acusado de envolvimento em pelo menos 76 assassínios entre 2013 e 2018
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  • O ex-presidente Rodrigo Duterte elaborou pessoalmente “listas de pessoas a abater” e vangloriou-se dos homicídios na guerra contra a droga.
  • No segundo dia de audiências no Tribunal Penal Internacional, o procurador Edward Jeremy afirmou que Duterte identificava publicamente suspeitos e que muitos teriam morrido.
  • Foi exibido um vídeo em que Duterte declara ser o “único responsável por tudo isto” e a lista é descrita como uma lista negra.
  • Duterte está indiciado por três crimes e é acusado de envolvimento em pelo menos 76 assassinatos entre 2013 e 2018; a acusação diz que esse conjunto é apenas uma parte dos mortos na campanha.
  • As audiências de confirmação de acusações decorrem em Haia, Duterte está ausente, e o advogado de defesa, Nicholas Kaufman, sustenta inocência.

O ex-presidente filipino Rodrigo Duterte é acusado de ter elaborado pessoalmente listas de pessoas a abater, segundo o procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI). As alegações foram apresentadas no segundo dia de audiências sobre um possível julgamento por crimes contra a humanidade, em Haia.

Edward Jeremy afirmou que Duterte publicamente apontou suspeitos na guerra contra as drogas e que muitos acabaram mortos. O procurador descreveu a existência de uma chamada lista negra associada ao então chefe de Estado, apresentando um vídeo em que Duterte assumia a responsabilidade.

Duterte está indiciado por três crimes e é acusado de envolvimento em pelo menos 76 assassinatos entre 2013 e 2018, período em que exerceu a Presidência. Os casos, porém, podem representar apenas parte das mortes associadas à campanha antidrug.

O procurador destacou que as vítimas eram, frequentemente, pessoas pobres, menos propensas a apresentar queixas contra a polícia. As audiências de confirmação de acusações decorrem até sexta-feira, com o tribunal a ter 60 dias para divulgar a decisão.

O processo decorre na ausência de Duterte. O advogado do ex-presidente, Nicholas Kaufman, sustenta a inocência, alegando que Duterte, nos seus discursos, usava hipérboles, mas que ordenava ações apenas em legítima defesa.

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