- O PSD de Cascais assinou um acordo de governação com o Chega, entregando aos dois vereadores do Chega os pelouros da transparência e do desporto; o acordo foi validado pela direção nacional do Chega.
- O acordo anterior com o PS, assinado no final de outubro, dava aos social-democratas pelouros ligados à economia, emprego e gestão de fundos.
- O presidente da Câmara Municipal de Cascais, Nuno Piteira Lopes, mantém a estabilidade da maioria ao aceitar o acordo com o Chega, mesmo com a oposição do PS.
- O vereador socialista João Ruivo confirmou que, nesta terça-feira, o PS irá devolver os pelouros que lhe tinham sido atribuídos, assim como a vereadora Alexandra Domingos, na reunião pública da câmara.
- O Chega afirma que o acordo até 2029 demonstra responsabilidade e normalização, com os pelouros atribuídos aos vereadores João Rodrigues dos Santos e Pedro Teodoro dos Santos.
O PSD de Cascais atribuiu pelouros aos vereadores do Chega e o PS entregou os seus pelouros numa reunião pública da Câmara, nesta terça-feira. O acordo previamente celebrado com o PS, a espaços de economia, emprego e gestão de fundos, precisava de validação adicional para incluir o Chega no executivo municipal.
Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara de Cascais, assinou um acordo com o Chega que aloca as pastas da transparência e do desporto aos dois vereadores do partido. O passo ocorre após o entendimento já celebrado com o PS no final de outubro, que garantiu a maioria estável no executivo.
O vereador socialista João Ruivo confirmou ao PÚBLICO que o PS iria devolver nesta terça os pelouros que tinham sido atribuídos, bem como o pelouro de Alexandra Domingos. Ruivo frisou que o PS não participa em executivos com o Chega, mantendo a posição assumida pelo partido.
Atribuição de pelouros ao Chega e reação no município
Pela via do acordo com o Chega passam a exercer os pelouros os vereadores João Rodrigues dos Santos e Pedro Teodoro dos Santos. O processo foi apresentado como uma demonstração de responsabilidade e de normalização, segundo a leitura de Carlos Reis, deputado municipal do Chega.
O Chega destaca que o acordo de governação autárquica até 2029 foi validado pela direção nacional do partido. A assinatura do entendimento com o PSD contraria, aos olhos de adversários, a posição de rejeitar alianças com o Chega além do que já estava acordado em Cascais.
Pelo lado do PSD, a continuidade de uma gestão estável é apresentada como prioridade para cumprir as propostas do executivo, sem abrir mão da autonomia política de cada partido. O caso mantém Cascais sob escrutínio político sobre alianças entre direita e extremas forças partidárias.
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