- O rei Willem-Alexander nomeou um governo minoritário de coligação nos Países Baixos, liderado por Rob Jetten, que toma posse em Haia.
- A coligação, composta por D66, Democratas Cristãos (centr-centro-direita) e VVD (centro-direita), tem 66 dos 150 lugares da Câmara Baixa.
- Jetten precisa de negociar com a oposição para aprovar leis, pois o governo não tem maioria estável. A oposição quer evitar cortes nos cuidados de saúde e na segurança social.
- A posse ocorreu no Palácio Real Huis ten Bosch, com a primeira reunião do governo marcada para a tarde.
- Jetten propõe uma agenda progressista focada em energia verde, habitação (promete criar 10 novas cidades e 100.000 casas por ano), integração migratória e reforço das relações com a União Europeia e os Estados Unidos.
O rei Willem-Alexander nomeou, nesta segunda-feira, um governo minoritário de coligação nos Países Baixos, liderado por Rob Jetten. A cerimónia ocorreu no Palácio Real Huis ten Bosch, em Haia, com a posse perante o monarca. O governo começa em tempos incertos.
A nova coligação é formada pelo D66, VVD e os democratas-cristãos, somando 66 lugares na Câmara Baixa, dos 150 existentes. Assim, Jetten depende do apoio da oposição para aprovar leis e medidas.
Jetten é o primeiro-ministro mais jovem do país e o único que é abertamente homossexual no cargo. Anunciou um rumo progressista, mantendo foco em energia verde, habitação e prevenção na saúde.
Composição e desafio político
Apesar da maioria reduzida, o governo planeia avançar com a agenda legislativa com negociações com a oposição. O principal obstáculo vem do GroenLinks-PvdA, que já criticou planos de cortes em saúde e proteção social.
Contexto eleitoral e prioridades
A coligação surgiu após eleições de outubro, em que o D66 venceu por pouco o PVV de extrema-direita. O PVV saiu da anterior coligação, que foi considerada a mais à direita da história recente.
Objetivos estratégicos do governo
Jetten propõe reduzir burocracia na habitação, visando 100 mil casas anuais e a construção de 10 novas cidades. Também pretende intensificar programas de integração para migrantes e regras de asilo, com foco na UE.
Relações internacionais
O primeiro-ministro destacou a importância de restabelecer o papel dos Países Baixos na UE e manter laços fortes com os EUA, parceiros comerciais centrais. O governo pretende atuar de forma mais integrada com Bruxelas e Washington.
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