- Detido na ilha do Príncipe, no domingo, o sueco Carlsson Stig Karl-Magnus, que tinha passaporte diplomático como Conselheiro Especial do Presidente são-tomense.
- A detenção foi feita pela Polícia Judiciária são-tomense com coordenação de uma brigada da Interpol; circulavam informações sobre uma equipa da Interpol em São Tomé, mas a PJ negou.
- A Presidência da República anunciou ter exonerado o conselheiro por decreto presidencial n.º 06/2026, de 4 de fevereiro, após ficar a conhecer um processo judicial estrangeiro de âmbito pessoal.
- O passaporte diplomático em circulação mostra emissão a 5 de dezembro de 2025 e validade até 4 de dezembro de 2030; o indivíduo nasceu a 8 de janeiro de 1964.
- Em abril de 2022, São Tomé exonerou outro conselheiro especial, de nacionalidade alemã, devido a alegações de tráfico de influências; o Presidente justificou para acautelar a imagem externa do país.
Um homem sueco, portador de passaporte diplomático, foi detido pela Polícia Judiciária de São Tomé e Príncipe na ilha do Príncipe. A detenção ocorreu no domingo, em um estabelecimento hoteleiro local.
A detenção envolve o ex-conselheiro especial do Presidente são-tomense, identificado como Carlsson Stig Karl-Magnus, nascido em 8 de janeiro de 1964. O passaporte diplomático tem validade até 4 de dezembro de 2030.
Segundo a PJ, a detenção ocorreu sem a presença de uma operação da Interpol no terreno. A Brigada da Interpol em São Tomé e Príncipe coordenou o encaminhamento do caso, informou a autoridade judiciária.
Reação da Presidência
A Presidência da República divulgou um comunicado no Facebook. A nota indica que, após a nomeação, surgiu um processo judicial estrangeiro envolvendo o mesmo, alheio às funções exercidas junto à Presidência.
O comunicado descreve a exoneração do indivíduo por decreto presidencial n.º 06/2026, de 4 de fevereiro, após informações recebidas sobre o processo. O objetivo foi acautelar a imagem externa do país.
Contexto e antecedentes
Em 2022, o Presidente já havia exonerado outro conselheiro especial, de nacionalidade alemã, por alegado tráfico de influências. A decisão foi tomada para manter a credibilidade externa de São Tomé e Príncipe.
A PJ garantiu que fornecerá informações oficiais ao longo do dia, em coordinación com a Interpol, sem indicar novos detalhes adicionais.
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