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Oposição exige explicação sobre uso das Lajes por EUA na ação contra o Irão

Oposição exige explicação sobre se os EUA utilizaram a Base das Lajes para uma incursão contra o Irão e quais os termos do protocolo bilateral.

Caças F16 dos EUA aterram na Base Aérea 4 nos Açores, 20/02/2026. Kurt Mendonça/ASAS DOS AÇORES
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  • A Base Aérea das Lajes, nos Açores, tem recebido um número crescente de aeronaves da Força Aérea dos EUA, levantando questões sobre autorização portuguesa para a sua utilização na incursão contra o Irão.
  • O secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, acusou o governo de não informar devidamente os partidos sobre as manobras na BA4.
  • Na BA4 passaram, na semana, cargueiros e caças norte‑americanos, incluindo KC‑46 Pegasus, F‑16 Viper e o C‑17 Globemaster III, com reabastecimentos em voo.
  • O ministro da Defesa, Nuno Melo, disse não poder opor-se ao assunto por não ser da sua tutela direta, citando um protocolo entre Portugal e os EUA para a utilização da base.
  • O PCP e outros partidos exigem esclarecimentos urgentes, enquanto o Presidente da República afirmou acompanhar a situação com proximidade, sem especulações, referindo que o Governo já tinha informado da possibilidade de uso da base nos termos do acordo existente.

A oposição exige explicações do Governo sobre a eventual utilização da Base das Lajes, nos Açores, pela Força Aérea dos EUA para a incursão contra o Irão. O movimento ganhou contornos desde o aumento do tráfego na BA4 ao longo desta semana, com os EUA a reforçarem meios próximos do Médio Oriente.

Segundo relatos, na noite de quarta-feira aterrou na BA4 o maior avião de carga da USAF para reabastecimento, enquanto todos os dados indicavam a presença de vários reabastecedores KC-46 Pegasus, caças F-16 e um cargueiro C-17. A Base das Lajes tem registado um acréscimo significativo de atividade militar.

Nuno Melo, ministro da Defesa, recusou comentar o assunto por não ser da sua tutela direta, defendendo que existe um protocolo de utilização da base com os EUA que não envolve a Defesa Nacional na autorização. O PS e outros partidos exigem esclarecimentos formais ao Governo.

Contexto institucional

Os partidos da oposição salientam que a Base das Lajes funciona sob um acordo de cooperação técnico-militar entre Portugal e os EUA, que facilita o uso da infraestrutura em contexto de alianças estratégicas. O debate centrado na utilização para eventos militares pontuais é acompanhado com cautela pelos socialistas.

Analistas integrados no meio académico referem que o acordo de 1995 permite a utilização quase ordinária da base, dada a colaboração entre Portugal e os EUA enquanto membros da NATO. O tema, porém, é encarado com preocupação pela possibilidade de servir de plataforma logística para ações contra o Irão.

Desdobramentos e reação pública

O PCP classificou a eventual utilização da base como inadequada para justificar uma escalada militar contra o Irão e pediu explicações rápidas ao Governo. O Presidente da República disse que o Executivo acompanha a situação com conhecimento de causa, evitando especulações, após ter falado com responsáveis sobre o tema.

A comunidade internacional tem observado a mobilização dos EUA para reforçar meios na região, com inclusão de porta-aviões e unidades adicionais, em resposta a tensões com o Irão. As operações na região mantêm-se em discussão entre aliados, sem confirmação oficial de planos de invasão.

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