- Os eleitores de Cotrim Figueiredo que voltaram às urnas a 8 de Fevereiro transferiram o seu voto para António José Seguro, numa maioria próxima de dois terços.
- Os apoiantes de Luís Marques Mendes que inicialmente votaram no primeiro turno passaram a apoiar Seguro em praticamente noventa por cento dos casos.
- A conclusão resulta de uma análise baseada em dados recolhidos pelo CESOP — Universidade Católica Portuguesa, na sondagem feita à boca das urnas no dia da segunda volta.
- Ventura saiu das eleições a reclamar liderança da direita, mas o conjunto do eleitorado desse espectro que votou novamente optou por Seguro.
Os eleitores de Cotrim e Mendes optaram por António José Seguro na segunda volta das presidenciais, realizada a 8 de fevereiro, em Portugal. A transferência de votos aconteceu de forma significativa entre os segmentos do eleitorado que rejeitaram a liderança anunciada por Ventura e voltaram às urnas para decidir o voto expresso.
A análise baseia-se em dados recolhidos pelo CESOP – Universidade Católica Portuguesa, na sondagem à boca das urnas. A amostra cruza os apoios da primeira volta com o voto na segunda, apresentando movimentos relevantes entre os candidatos.
Entre os apoiantes de João Cotrim Figueiredo na primeira volta, quase dois terços votaram em Seguro na segunda volta. O mesmo ocorreu com praticamente 90% dos eleitores que tinham escolhido Luís Marques Mendes. Os resultados refletem uma mudança de preferência no eleitorado de direita.
Transferência de voto entre os candidatos
Aos dados da sondagem de boca de urna adiciona-se o contexto de dinâmica partidária na reta final. A escolha por Seguro surge como a opção predominante entre os eleitores que haviam votado nos candidatos da coligação de centro-direita na primeira volta.
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