- O Governo afegão informou que dezenas de civis morreram ou ficaram feridos em ataques aéreos do Paquistão, nas províncias de Nangarhar e Paktika, alegadamente contra sete campos de terroristas.
- Islamabad afirmou ter atacado perto da fronteira com o Afeganistão, visado esconderijos de insurgentes paquistaneses, incluindo o Tehrik-e-Taliban Pakistan, e também um grupo afiliado do Estado Islâmico.
- O ministro da Informação paquistanês disse que as forças armadas realizaram operações baseadas em informações contra sete campos do TTP e seus afiliados.
- As relações entre Paquistão e Afeganistão permanecem tensas, com um cessar-fogo mediado pelo Qatar e negociações em Istambul sem acordo formal.
- Segundo a Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão, nos últimos três meses de 2025 morreram 70 civis e ficaram feridos 478 por ações atribuídas às forças paquistanesas.
O Governo do Afeganistão informou, este domingo, que dezenas de pessoas morreram ou ficaram feridas em ataques aéreos do Paquistão. Islamabad alegou ter visado sete campos de insurgentes na fronteira, em resposta a recentes atentados suicidas. As autoridades afegãs afirmam que as ações atingiram habitações e uma madraça, causando mortes principalmente entre civis.
Zabihullah Mujahid, porta-voz do Governo talibã em Cabul, descreveu as ações como ataques a civis ocorridos nas províncias de Nangarhar e Paktika, sublinhando que as vítimas eram, na maioria, mulheres e crianças. O Paquistão, por sua vez, não divulgou detalhes sobre as áreas atingidas, apenas garantiu ter levado a cabo operações em zonas fronteiriças contra esconderijos de insurgentes paquistaneses.
Desdobramentos na fronteira
O ministro paquistanês da Informação, Attaullah Tarar, informou nas redes sociais que as operações foram realizadas com base em informações, visaram sete campos do Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP) e de seus alegados afiliados. Tarar indicou ainda que um grupo ligado ao Estado Islâmico também foi atingido na região fronteiriça.
As tensões entre Paquistão e Afeganistão persistem desde confrontos na fronteira, ocorridos em outubro, que deixaram várias vítimas. Um cessar-fogo mediado pelo Qatar tem sido maioritariamente observado, embora negociações em Istambul não tenham produzido um acordo formal. O contexto regional permanece marcado por desentendimentos sobre a atuação de grupos insurgentes no interior de ambos os países.
Segundo um relatório da Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão, entre os últimos três meses de 2025 ocorreram 70 mortes civis e 478 feridos atribuídos a ações das forças paquistanesas, divulgado a 8 de fevereiro. O documento evidencia a continuidade das tensões na região e a fragilidade da segurança na fronteira.
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