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Trump não descarta ataque ao Irão enquanto negociações do acordo nuclear seguem

Trump pondera ataque limitado ao Irão em meio a negociações de acordo nuclear, enquanto procura alívio rápido das sanções

ARQUIVO: Um marinheiro do navio de assalto anfíbio USS Bataan dirige um jato AV-8B Harrier II do Corpo de Fuzileiros Navais no Golfo de Omã, a 14 de agosto de 2023
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  • O presidente dos EUA, Donald Trump, disse estar a considerar um ataque limitado ao Irão, ao mesmo tempo que avançam as negociações sobre um potencial acordo nuclear, após ordenar reforço naval na região.
  • As conversações em Genebra deixaram a expectativa de que o Irão apresentaria um projeto nos próximos dias; o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, disse que os negociadores americanos não pediram o fim do enriquecimento e que o foco é manter o programa nuclear pacífico.
  • Trump tinha avisado que “coisas más” aconteceriam se não houvesse acordo dentro de dez dias, prazo que depois foi alargado para quinze.
  • Os países ocidentais accusam o Irão de procurar armas nucleares, enquanto Teerão insiste no enriquecimento para fins civis e na redução das sanções econômicas; as dificuldades no Irão agravaram-se com protestos que já resultaram em milhares de mortos segundo organizações de direitos humanos.
  • A primeira ronda de diálogo ocorreu a seis de fevereiro em Omã, sendo a primeira desde o fracasso das negociações anteriores; o Irã afirma que as duas partes querem um acordo rápido, sem ultimatos.

Donald Trump indicou que avalia um ataque limitado ao Irão enquanto prosseguem negociações sobre um possível acordo nuclear. O anúncio coincide com um reforço naval norte-americano no Médio Oriente, enfocado na pressão para obter um acordo que restrinja o programa iraniano.

O presidente afirmou, durante um pequeno-almoço na Casa Branca com governadores, que o máximo que pode admitir é a possibilidade de uma ação restrita. O contexto envolve tensões crescentes e disputas sobre sanções económicas.

No terreno diplomático, Abbas Araghchi, ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, disse que um projeto de acordo estaria pronto em dias após conversações em Genebra. Teerão e Washington teriam já apresentado propostas para o que poderia vir a ser o acordo.

Araghchi rejeitou pedidos norte-americanos de suspender integralmente o enriquecimento de urânio, afirmando que o foco é manter o programa pacífico e sob controlo. O governante iraniano indicou que as negociações podem avançar sem uma condição de desmantelar completamente o programa.

Trump já tinha sugerido anteriormente que haveria consequências se não houver acordo dentro de um prazo que ele próprio estabeleceu, primeiro de 10 dias e depois alargado para 15. As declarações ilustram um cenário de pressão mútua entre as partes.

Após a ronda de Genebra, Teerão indicou que as partes concordaram em apresentar propostas de um possível acordo, com o objetivo de avançar rapidamente, segundo o chanceler iraniano. Washington mantém posição exigente sobre o enriquecimento.

As conversações, iniciadas em Omã em 6 de fevereiro, são a continuidade de esforços diplomáticos após falhas anteriores durante o conflito com Israel. OOBJECTIVO é obter garantias de natureza pacífica do programa nuclear iraniano.

Enquanto o Irão defende o direito civil ao enriquecimento, os países ocidentais alertam para riscos de militarização. Paralelamente, Teerão busca o levantamento das sanções que fragilizam a economia, impactando protestos domésticos e tensões políticas.

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