- André Ventura partilhou num vídeo nas redes sociais uma afirmação de que o RSI iria aumentar mais do que as pensões, o que não corresponde aos factos.
- Em 2026, o RSI subiu 2,2 por cento para 247,56 euros, igual à variação da inflação medida pelo IPC sem habitação.
- As pensões foram atualizadas com base na inflação e no crescimento real do PIB, com a maioria (cerca de 90 por cento) a receber montantes iguais ou inferiores a duas vezes o IAS (537,13 euros).
- As pensões entre duas e seis vezes o IAS aumentaram 2,27 por cento; acima de seis IAS, 2,02 por cento; as pensões acima de 6.445,56 euros ficaram congeladas.
- O Polígrafo também concluiu que a afirmação de Ventura é enganadora, já que, para a maioria dos pensionistas, o aumento do RSI não supera o das pensões.
O RSI vai aumentar este ano, segundo um vídeo divulgado por André Ventura, presidente do Chega, nas redes sociais. O discurso sugere que o RSI cresce mais do que as pensões, o que é apresentado como agravante para quem nada faz.
No vídeo, Ventura reage a um título sobre o RSI voltar a subir e afirma que o apoio da Segurança Social a pessoas em pobreza extrema aumentará mais do que as pensões. O formato já é comum nas suas redes, onde apenas lê o título sem contexto adicional.
O RSI em 2026 ficou em 247,56 euros, um aumento de cerca de 5 euros face ao ano anterior. Este aumento traduz-se numa variação de 2,2%, correspondente à inflação medida pelo IPC sem habitação.
As pensões também foram atualizadas, alinhadas com a inflação e o crescimento real do PIB. A maioria dos pensionistas recebe valores até 2 IAS, com aumentos de 2,8% em 2026. Montantes mais elevados têm variações entre 2,02% e 2,27%.
Alega-se que 90% dos pensionistas recebem menos de 1074,26 euros. Nesses casos, o aumento do RSI não supera o aumento das pensões. O facto de existir divergência entre registos explica parte da confusão criada pelo vídeo.
Factos verificados indicam que o RSI subiu 2,2% em 2026, coincidindo com a inflação, enquanto a maioria das pensões subiu mais, a 2,8%. Apenas as pensões mais altas tiveram aumentos inferiores a 2,2%. Verificações públicas sustentam essa leitura.
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