- Deputados do PS/Aveiro defendem o alargamento da situação de calamidade a Castelo de Paiva e Anadia.
- Argumentam que os dois concelhos remeteram ao Governo uma exposição formal sobre a dimensão dos estragos da tempestade Kristin e solicitam avaliação da calamidade.
- Alertam que a ausência de enquadramento poderá limitar o acesso a instrumentos financeiros e logísticos essenciais à recuperação.
- Questionam o ministro da Presidência sobre a razão pela qual Castelo de Paiva e Anadia não integram a calamidade e qual a avaliação dos danos.
- Perguntam se o Governo pretende alargar a calamidade a estes municípios, quais medidas de apoio existem e como será articulada a resposta entre o Governo e as autarquias na recuperação.
Os deputados socialistas eleitos pelo círculo de Aveiro defendem o alargamento da situação de calamidade aos concelhos de Castelo de Paiva e Anadia, no distrito de Aveiro. A proposta surge após uma exposição formal enviada ao Governo sobre os estragos da tempestade Kristin.
Segundo a delegação do PS/Aveiro, foi questionado o ministro da Presidência sobre os danos nesses municípios e a necessidade de declarar calamidade para facilitar respostas excecionais e apoio financeiro. A ideia é agilizar procedimentos de reposição.
Os deputados destacam que a ausência de enquadramento formal pode restringir instrumentos logísticos e financeiros para a recuperação, colocando Castelo de Paiva e Anadia numa situação de vulnerabilidade. Pedem esclarecimentos sobre a avaliação de danos.
Questiona-se, ainda, se o Governo tem conhecimento da dimensão dos estragos e se pretende estender a calamidade aos dois concelhos. Pergunta-se também quais medidas de apoio já estão em marcha ou previstas.
Agressões ao longo do país e estado de calamidade
De acordo com dados oficiais, 18 pessoas morreram em Portugal devido às depressões Kristin, Leonardo e Marta, com centenas de feridos e desalojados. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
A declaração de calamidade abrangia 68 concelhos e terminou no último domingo. As autoridades continuam a coordenar ações de socorro, ajuda humanitária e reconstrução, com foco na recuperação da normalidade.
Entre na conversa da comunidade