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BE afirma exclusividade da Endesa no cancelamento da barragem de Girabolhos

BE afirma que o cancelamento da Barragem de Girabolhos foi da exclusiva responsabilidade da Endesa e apela a debate técnico sobre o Mondego

Barragem de Girabolhos
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  • O Bloco de Esquerda de Coimbra afirma que o cancelamento da Barragem de Girabolhos foi da exclusiva responsabilidade da Endesa.
  • O BE sustenta que o acordo de incidência parlamentar entre o Bloco de Esquerda e o PS, assinado em 2015, não previa o cancelamento da obra.
  • O Governo anunciou, este mês, a abertura de concurso público até ao final de março para a construção e exploração da Barragem de Girabolhos.
  • O BE diz que apresentar Girabolhos como solução milagrosa para cheias é oportunista e aponta a oposição de PSD, CDS e IL ao projeto hidroagrícola do Baixo Mondego.
  • Defende uma discussão séria sobre a gestão do Mondego, com participação de especialistas, populações e movimentos ambientalistas, para evitar tragédias futuras.

O Bloco de Esquerda (BE) de Coimbra afirmou nesta sexta-feira que o cancelamento da Barragem de Girabolhos ocorreu na exclusiva responsabilidade da Endesa. O partido sustenta que a acumulada indefinição sobre o projeto voltou a colocar o Mondego no centro do debate público.

Segundo o BE, o acordo de incidência parlamentar entre BE e o Partido Socialista, assinado em 2015, nunca previu o cancelamento da obra. A nota do BE aponta que isso não constava em nenhum dos documentos do acordo.

O Governo anunciou, recentemente, que até ao final de março abrirá concurso público para a construção e exploração da barragem. O BE pede uma análise séria da solução para as cheias do Mondego, dada a diversidade de intervenientes e impactos.

Contexto político e impactos

Os bloquistas argumentam que a construção da barragem foi apresentada como solução milagrosa para as cheias, o que consideram oportunista. Alega-se que a oposição de setores da direita contribuiu para a não concretização da obra.

O BE recorda ainda a votação de apoio ao Baixo Mondego, considerado por especialistas como mitigador de cheias. No entanto, PSD, CDS e IL teriam votado contra a conclusão do projeto no Orçamento do Estado de 2025.

Para o BE, a situação exige uma discussão pública que inclua especialistas, populações locais e entidades ambientalistas. O objetivo é que tragédias como estas não se voltem a repetir, com solidariedade e soluções estruturais.

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