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Arons queixa-se à ERC; Governo quer afastá-lo da supervisão da RTP até ao fim do mandato

Arons denuncia à ERC tentativa do Governo de afastá-lo do CGI da RTP antes do fim do mandato em novembro, com nova administração prevista para o final do ano

Alberto Arons de Carvalho e Ana Margarida Carvalho foram indicados pelo Governo de Costa para a RTP
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  • Alberto Arons de Carvalho, presidente do Conselho Geral Independente da RTP, apresentou queixa à ERC, alegando que o Governo pretende afastá-lo do CGI antes do fim do mandato, que termina em novembro.
  • Os estatutos do CGI determinam que o cargo é inamovível.
  • O Governo já aprovou a nomeação de Gonçalo de Almeida Ribeiro, ex-juiz do Tribunal Constitucional, para integrar o CGI; a nomeação depende ainda da aprovação pela ERC e de ouvido pela Assembleia da República.
  • O CGI vai escolher a nova administração da RTP no final deste ano.
  • Além de Arons de Carvalho, Ana Margarida Carvalho também foi indicada pelo Governo de Costa para a RTP.

O ex-presidente do Conselho Geral Independente (CGI) da RTP, Alberto Arons de Carvalho, apresentou uma queixa à ERC, alegando que o Governo pretende substituí-lo antes do final do seu mandato, previsto para novembro deste ano. O facto é apresentado numa altura em que o Governo já aprovou a nomeação de Gonçalo de Almeida Ribeiro para integrar o CGI, cargo ainda sujeito a aprovação pela ERC e a ser ouvido pela Assembleia da República.

Segundo fontes oficiais, o executivo aprovou a nomeação de Gonçalo de Almeida Ribeiro, ex-juiz do Tribunal Constitucional, para o CGI da RTP. A nomeação exige o parecer da ERC e a confirmação legislativa, num processo em que o tempo é decisivo para o funcionamento do órgão de supervisão.

Arons de Carvalho e Ana Margarida Carvalho foram indicados pelo Governo de António Costa para a RTP, num contexto de alterações no órgão de supervisão. O CGI tem a responsabilidade de acompanhar a governação da empresa e de apresentar recomendações ao regulador, com o mandato atual previsto para terminar em novembro.

A queixa apresentada aponta para uma possível divergência entre as decisões políticas de substituição antecipada e o quadro estatutário que define a posição como inamovível. O CGI, por sua vez, continua a processar a avaliação de candidaturas e a definir o equilíbrio da futura administração da RTP até ao fim do ano.

Não foi possível confirmar, até ao momento, a posição oficial da ERC sobre a queixa de Arons de Carvalho nem o calendário definitivo para a apreciação da nomeação de Gonçalo de Almeida Ribeiro. A RTP mantém o acompanhamento do processo por parte do CGI, que deverá indicar a nova gestão da empresa ao longo deste ano.

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