- O presidente do Chega, André Ventura, acusou o primeiro-ministro de incompetência na gestão das consequências das tempestades.
- Luís Montenegro, líder do Governo, rejeitou as acusações e disse que Ventura mostrou falta de seriedade e preparação, com “larachas”.
- O debate quinzenal no parlamento ficou marcado por interrupções do Presidente da Assembleia, José Pedro Aguiar-Branco, e apelos à moderação.
- Ventura disse que o Governo falhou na respostas urgentes, citando falhas na Proteção Civil, no sistema SIRESP e nas Forças Armadas.
- Montenegro defendeu a atuação do Governo, criticou a falta de seriedade de Ventura e apontou que houve declarações confusas sobre o Mecanismo Europeu de Proteção Civil.
O presidente do Chega, André Ventura, acusou o primeiro-ministro de incompetência na gestão das consequências das tempestades durante o debate quinzenal na Assembleia da República, na quinta-feira. O mais recente episódio surgiu no plenário da Câmara, com interrupções do presidente José Pedro Aguiar-Branco.
Luís Montenegro respondeu, dizendo que o tom de Ventura com larachas revelou falta de seriedade e responsabilidade. O confronto entre os dois abriu caminhos para críticas cruzadas sobre a resposta governamental à crise desatada pelas intempéries.
Ventura afirmou que o Governo falhou na proteção civil e na comunicação, citando falhas associadas ao ministro Castro Almeida. O líder do Chega questionou a eficácia das ações tomadas nos dias que se seguiram às tempestades.
Debate e contestação
Montenegro rebatou, descrevendo as medidas já implementadas após a passagem da depressão Kristin e desafiando Ventura a indicar onde exatamente o Governo falhou. A sessão registrou ainda acusações de falta de preparação por parte do líder do Chega.
O primeiro-ministro negou falhas no SIRESP, na Proteção Civil ou nas Forças Armadas, argumentando que o Governo tem cumprido o seu papel. A resposta incluiu contestação às citações de Ventura sobre as consequências para a população.
Montenegro solicitou que Ventura demonstre responsabilidade e credibilidade para manter o apoio público. O chefe do executivo criticou também o tom usado pelo líder do Chega ao abordar temas sensíveis da crise.
Ventura afirmou que o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, reconheceu falhas do SIRESP nos primeiros dias e apontou que os bombeiros continuam sem autonomia de comando, por responsabilidade de PSD e PS.
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