- A Cruz Vermelha Portuguesa informou à CPI que o INEM tem dívidas superiores a 1,5 milhões de euros por serviços prestados.
- Garantiu que nunca suspendeu os serviços solicitados no âmbito do SIEM, mantendo a missão com responsabilidade institucional.
- Os atrasos correspondem a cerca de três meses de faturação; a CVP assegura entre 6 a 8 por cento do total de serviços nacionais de emergência pré-hospitalar, com aproximadamente 88 mil intervenções em 2025.
- Durante a greve de 30 de outubro a 4 de novembro de 2024, não houve ocorrências extraordinárias, mas registaram-se 12 mortes, três associadas a atrasos no socorro, segundo a IGAS.
- O presidente da CVP pediu previsibilidade, sustentabilidade e equidade para o serviço público e expressou disponibilidade para soluções estruturais, destacando o papel da instituição como humanitária, privada e auxiliar dos poderes públicos.
O presidente da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) informou, esta quinta-feira, que o INEM tem dívidas superiores a 1,5 milhões de euros com a instituição. A CVP assegura que nunca suspendeu serviços, mantendo a sua missão com responsabilidade institucional.
Segundo o responsável, os atrasos dizem respeito a prestações de serviços reconhecidas pelo INEM e correspondem a cerca de três meses de faturação. A CVP realiza entre 6% e 8% do total de serviços de emergência pré-hospitalar no país.
Em 2025, a CVP realizou cerca de 88 mil intervenções. Durante a greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar, entre 30 de outubro e 4 de novembro de 2024, não se registaram ocorrências extraordinárias que bloqueassem a atuação da instituição.
Situação financeira e atuação na crise
António Saraiva explicou que a CVP não define prioridades operacionais nem regula recursos nem decide tempos de resposta. A instituição cumpre ativamente o que lhe é solicitado pelo INEM, com profissionais dedicados e voluntários.
O presidente da CVP destacou ainda que a organização atua com missão e responsabilidade institucional, mas requer previsibilidade, sustentabilidade e equidade para assegurar o serviço público. A CVP mantém disponibilidade para colaborar em soluções estruturais do sistema de emergência médica.
A relação entre a CVP e o INEM está a ser analisada numa comissão parlamentar de inquérito (CPI) criada para apurar responsabilidades na greve de 2024 e a ligação entre tutelas políticas e o instituto desde 2019. A CPI tem 24 deputados.
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