- O Bloco de Esquerda acusa o Governo de querer “cortar salários” com o regime de lay-off pago a 80% e apela a recuo.
- BE, Livre e PCP vão apresentar uma apreciação parlamentar ao decreto que define o lay-off, defendendo remuneração de 100% em vez de dois terços.
- Fabian Figueiredo afirmou que o Governo garantiu ausência de perda salarial aos trabalhadores, considerando agora a promessa uma mentira.
- O deputado adiantou que o parlamento pode obrigar o Executivo a honrar a palavra dada aos trabalhadores das zonas afetadas, caso não haja recuo.
- O primeiro-ministro afirmou que não há intenção de cortar salários e disse que o Governo está a trabalhar para fazer chegar apoios à população, rejeitando a ideia de empatia competitiva entre os membros do Executivo.
O Bloco de Esquerda acusa o Governo de querer cortar salários com o regime de lay-off pago a 80%, apelando a um recuo do Executivo. A crítica ocorreu durante o debate quinzenal com o primeiro-ministro na Assembleia da República.
Fabian Figueiredo (BE) afirmou que o Governo garantiu aos trabalhadores, ao aderirem ao lay-off, que não haveria perda salarial. Segundo o deputado, essa promessa ficou sem confirmação na lei que define o regime. O BE, Livre e PCP anunciaram ainda uma apreciação parlamentar ao diploma.
A ação parlamentar visa alterar a lei para assegurar 100% da remuneração, em vez dos dois terços atualmente previstos. O alvo das críticas é o diploma que regula o lay-off e as condições de compensação dos trabalhadores afetados.
O primeiro-ministro respondeu, dizendo que não há intenção de cortar salários e que o Governo está a oferecer apoios para mitigar os impactos, mantendo a posição de que as medidas ajudam a população. Montenegro defendeu a atuação governamental.
Durante o debate, o chefe do Governo rejeitou confrontos sobre empatia, argumentando que a prioridade é agir face à catástrofe e proteger quem precisa. Reiterou que o Executivo tem vindo a implementar medidas de apoio junto das regiões afetadas.
Aяр o debate, o Governo manteve a posição de proceder com as ações calculadas para equilibrar o custo social, evitando cortes salariais diretos. O Parlamento pode, assim, votar a apreciação parlamentar apresentada pelos apoiantes da alteração ao regime.
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