- A Liga dos Bombeiros Portugueses denunciou ao Parlamento que o INEM está há quatro meses sem pagar às associações de bombeiros pelo socorro pré-hospitalar.
- O presidente da LBP disse ter ponderado rescindir o acordo de cooperação, devido aos atrasos persistentes nos pagamentos.
- António Nunes afirmou que existem montantes por receber desde novembro, com dívidas que chegam a cerca de 10 milhões de euros por mês.
- A LBP chegou a sugerir que o INEM passe a contratar diretamente os 436 corpos de bombeiros, para garantir sustentabilidade, face aos atrasos.
- A CPI ao INEM, chamada pela IL, analisa responsabilidades políticas, técnicas e financeiras desde 2019, incluindo a atuação durante a greve de final de outubro/início de novembro de 2024.
A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) denunciou ao Parlamento que o INEM tem, há quatro meses, dívidas para com as associações de bombeiros pelo socorro pré-hospitalar. O presidente da LBP admitiu ter considerado rescindir o acordo de cooperação com o instituto.
Na intervenção realizada na comissão parlamentar de inquérito ao INEM, António Nunes explicou que o problema não é novo e que não houve capacidade de o resolver, a ponto de a possibilidade de rescisão do acordo ter surgido na mesa de negociação.
A LBP recebeu valores em atraso desde novembro, com a declaração de que a dívida atual ascende a cerca de 10 milhões de euros por mês, segundo o responsável. Muitas ambulâncias são asseguradas por bombeiros voluntários com contratos, o que implica custos que as associações cobrem sem receber as verbas devidas.
Nunes referiu ainda que a Assembleia da República aprovou deliberações para pagamento atempado, mas, até ao momento, não foram cumpridas. A CPI, composta por 24 deputados, investiga responsabilidades políticas, técnicas e financeiras relacionadas com o INEM, incluindo a greve de final de 2024 e a relação entre tutelas desde 2019.
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