- Dubravka Šuica vai a Washington no final desta semana para marcar presença na primeira reunião formal do Conselho de Paz criado por Donald Trump.
- A União Europeia não recebeu convite oficial de adesão, mas espera obter o estatuto de observador para colaborar nos trabalhos do Conselho.
- Itália, Roménia e Chipre também vão participar como observadores, apesar das preocupações legais da UE sobre a estrutura e o mandato do Conselho.
- O Conselho, inaugurado em Davos, visa a reconstrução de Gaza e a promoção da paz global, com dúvidas sobre governação, âmbito e compatibilidade com a Carta das Nações Unidas.
- A UE é o principal donatário de ajuda aos palestinianos (1,65 mil milhões de euros desde outubro de 2023); Hungria e Bulgária já aderiram como membros, e Nickolay Mladenov foi nomeado Alto Representante para Gaza.
A Comissão Europeia planeia enviar a comissária europeia para o Mediterrâneo, Dubravka Šuica, à primeira reunião formal do Conselho de Paz do presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington. A iniciativa surge apesar das preocupações sobre o estatuto da UE no organismo, confirmaram fontes à Euronews.
Segundo as informações, Bruxelas pretende que Šuica participe como observadora, sem adesão oficial, numa tentativa de manter algum nível de cooperação com o Conselho de Paz. Itália, Roménia e Chipre também comunicaram a intenção de acompanhar o processo nesse formato.
A reunião está marcada para esta quinta-feira, em Washington, num contexto de debates sobre a legitimidade e governança do Conselho, criado inicialmente para a reconstrução de Gaza e, posteriormente, para uma visão de paz global. A UE continua a exigir clarificações legais.
A União Europeia questiona o âmbito, a governação e a compatibilidade do Conselho com a Carta das Nações Unidas, da qual os 27 Estados-membros são signatários. Ainda assim, é o maior doador de ajuda à população palestiniana, com 1,65 mil milhões de euros desde 2023, e não quer ficar à margem.
Participação de Estados-Membros e posições
Hungria e Bulgária já aceitaram serem membros, com o primeiro ministro húngaro, Viktor Orbán, a participar nesta reunião. O diplomata bulgaro Nickolay Mladenov foi nomeado Alto Representante para Gaza, para facilitar ligações entre o Conselho e um comité técnico palestiniano.
Itália, Chipre e Roménia confirmaram a decisão de participar como observadores, não como membros efetivos. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, sugeriu a observação como solução viável, após ter recebido o convite de Trump. Ainda não está claro quem representará Itália.
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