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EUA rejeitam subordinação europeia e não contestam Navalny

EUA recusam que a Europa seja “vassala” e dizem não contestar as conclusões europeias sobre Navalny, reforçando parceria na NATO

Marco Rubio em conferência de Imprensa em Bratislava, na Eslováquia.
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  • O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou, em Bratislava, que os EUA não querem uma Europa “dependente” ou “vassala”, mas sim uma parceira dos EUA.
  • Rubio mostrou-se aberto a que países da NATO desenvolvam mais forças militares, dizendo que uma aliança mais forte beneficia toda a organização.
  • Em Bratislava, Rubio reuniu-se com o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, para discutir cooperação energética, segurança e modernização militar da Eslováquia.
  • Rubio não questionou as conclusões de cinco países europeus de que Navalny foi envenenado na prisão, afirmando que não há motivo para contestá-las.
  • A nota conjunta de Reino Unido, Suécia, França, Alemanha e Países Baixos aponta epibatidina, um veneno de sapos-dardo, como responsável pela morte de Navalny, enquanto a Rússia alega causas naturais.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou em Bratislava que Washington não pretende uma Europa dependente nem vassala, recusando questionar as conclusões europeias sobre a morte de Alexei Navalny. A declaração foi feita numa conferência de imprensa com o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, na capital da Eslováquia, no domingo.

Rubio explicou que os EUA querem uma parceria sólida com a Europa e não uma relação de subordinação. Defendeu que membros europeus da NATO devem fortalecer as suas capacidades militares, garantindo uma aliança mais robusta. O objetivo é incentivar o crescimento autónomo dos aliados.

O chefe da diplomacia norte-americana reuniu-se com Fico para discutir cooperação em energia, segurança e modernização militar da Eslováquia, bem como compromissos do país com a NATO. A visita de Rubio sucede à sua participação na Conferência de Segurança de Munique.

Na reunião, segundo o Departamento de Estado, foi reforçada a cooperação bilateral em energia nuclear e diversificação energética, além do apoio à modernização das forças armadas da Eslováquia. Também se abordou a continuidade de investimentos na segurança regional.

Navalny e as conclusões europeias

Sobre as conclusões de cinco países europeus de que Navalny foi envenenado com uma toxina letal, Rubio disse não haver razão para contestar ou questionar as conclusões. Não apresentou objeções às avaliações dos governos.

No dia anterior, um comunicado conjunto assinado por Reino Unido, Suécia, França, Alemanha e Países Baixos indicou que a substância epibatidina, encontrada em amostras recolhidas a Navalny, é a causa provável do envenenamento. Os governos solicitaram uma investigação rigorosa.

A Rússia negou a conclusão europeia, afirmando que Navalny morreu por causas naturais na prisão, em fevereiro de 2024. A embaixada russa em Londres chamou o alegado envenenamento de necropropaganda, numa reação publicada pela agência TASS.

Entretanto, críticas ocorrem pela divulgação de análises que apontam a epibatidina como veneno com elevada toxicidade. A toxicidade da substância tem sido citada por meios britânicos para sustentar as afirmações de envenenamento, em meio a tensões diplomáticas.

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