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Zelensky afirma que Washington exige mais concessões à Ucrânia do que à Rússia

Zelensky acusa Washington de exigir mais concessões à Ucrânia do que à Rússia, enquanto espera avanços nas negociações de paz em Genebra

Zelensky diz que os EUA pressionam mais a Ucrânia do que a Rússia
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  • Zelensky afirmou em Munique que os EUA pedem mais concessões à Ucrânia do que à Rússia nas negociações de paz tripartidas.
  • O Presidente ucraniano disse que a Rússia perdeu entre 30 mil e 35 mil soldados nos dois últimos meses, com o objetivo de chegar a 50 mil baixas mensais.
  • Zelensky comparou a situação com o acordo de Munique de 1938, ao alertar que dividir a Ucrânia não seria a solução para evitar a guerra.
  • As negociações seguintes estão marcadas para Genebra, na terça-feira, após duas rondas em Abu Dhabi sem progressos, ficando apenas uma troca de prisioneiros.
  • O líder ucraniano criticou o apoio dos EUA no passado e reiterou a necessidade de garantias de segurança vinculativas dos aliados ocidentais.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que Washington tem pedido mais concessões à Ucrânia do que à Rússia nas negociações de paz tripartidas. O comentário foi feito durante a Conferência de Segurança de Munique, este sábado.

Zelensky disse que Kiev recebeu pouco apoio da Administração anterior dos EUA e citou o conselho de Cavem trincheiras como exemplo de instruções recebidas antes da invasão russa. O líder ucraniano comparou ainda a situação com acordos históricos de Munique de 1938.

O Presidente destacou que os combates continuam e que as baixas russas podem ter subida de 30 mil a 35 mil militares mortos ou feridos entre dezembro e janeiro. Assinalou que o objetivo das Forças Armadas ucranianas é alcançar 50 mil baixas mensais, segundo o seu cálculo.

Em Munique, Zelensky recorreu à referência histórica ao acordo de 1938 para a anexação dos Sudetas, reiterando que dividir a Ucrânia não traria estabilidade europeia. A comparação ressalta o ambiente de negociações entre Kyiv, Washington e Moscovo.

Sobre as negociações futuras, está prevista uma ronda em Genebra na próxima terça-feira. As duas primeiras rondas em Abu Dhabi, já este ano, produziram apenas a troca de prisioneiros, sem sinais de avanços significativos.

O chefe de Estado ucraniano reiterou a necessidade de garantias de segurança vinculativas por parte dos aliados ocidentais, afirmando que a Rússia não será travada por acordos vazios. Zelensky também criticou o que chamou de retórica americana repetida sobre concessões à Ucrânia.

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