- O PS pediu audição no Parlamento do secretário de Estado da Energia, Jean Barroca, sobre a nomeação e o subsequente afastamento de Fábio Alves Teixeira como coordenador da Estrutura de Missão para o Licenciamento de Projetos de Energias Renováveis (EMER).
- Fábio Alves Teixeira, enfermeiro de 29 anos, foi nomeado coordenador da EMER, mas afastado em menos de uma semana.
- O PS quer saber se Barroca teve conhecimento, validou ou concordou com a nomeação, e também solicita ouvir Manuel Nina, presidente da EMER.
- O Governo afirmou que a ministra Maria da Graça Carvalho não teve conhecimento prévio da nomeação e discordou da designação; a nomeação foi publicada no Diário da República no dia 9.
- Repercussões: Iniciativa Liberal e PSD também pedem explicações; Nina sustenta que a escolha baseou-se na qualificação e experiência; Bruno Vitorino do PSD exige a saída do responsável.
A bancada do PS pediu a audição no Parlamento do secretário de Estado da Energia, Jean Barroca, sobre a nomeação e o subsequente afastamento de Fábio Alves Teixeira. O enfermeiro foi designado coordenador da Estrutura de Missão para o Licenciamento de Projetos de Energias Renováveis (EMER). A auscultação ocorre na Comissão de Ambiente e Energia.
Pedro Vaz, deputado socialista, sustenta que a história permanece mal explicada e que Barroca detém a delegação de poderes na EMER. O objetivo é perceber se Barroca teve conhecimento, validou e concordou com a nomeação de Teixeira.
O PS também quer ouvir Manuel Nina, presidente da EMER, para clarificar os contornos da nomeação. As críticas surgem após o afastamento do coordenador, ainda sem explicação pública completa.
Governo e EMER
O despacho de nomeação de Fábio Alves Teixeira, de 29 anos, foi publicado no Diário da República no dia 9. O texto apontava currículo adequado para as funções.
O Ministério do Ambiente e Energia assegura que a ministra Maria da Graça Carvalho não teve conhecimento prévio nem concordou com a escolha. A ministra afirmou discordar da nomeação quando soube do caso.
Reações no Parlamento
O PS sustentou que Maria da Graça Carvalho agiu corretamente ao exigir a demissão de Teixeira, o que acabou por ocorrer. A posição do partido é de que houve falha de avaliação no processo.
A Iniciativa Liberal também pediu explicações, incluindo a quem estiveram a cargo da EMER, e o responsável pela estrutura, além de Teixeira, foram alvo de críticas.
Reações partidárias
Manuel Nina, presidente da EMER 2030, defendeu a decisão com base na qualificação de Teixeira, afirmando que possuía experiência relevante na gestão de projetos. O PSD criticou diretamente a nomeação, exigindo a saída do coordenador.
A gestão de energias renováveis permanece sob escrutínio, com o Governo a afirmar que a demissão foi tomada por motivos técnicos, buscando esclarecer o papel da EMER no licenciamento de projetos.
Entre na conversa da comunidade