- O secretário da Saúde dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., disse num podcast ter já “snifado” cocaína a partir de tampas de sanita, provocando críticas à sua gestão da saúde no país.
- A declaração ocorreu num diálogo com o humorista Theo Von, sobre o passado de consumo de drogas de ambos e a queda de reuniões de apoio a dependentes durante a pandemia.
- Kennedy afirmou manter um grupo informal de apoio a toxicodependentes, designado como “pirata”, que continuou a reunir-se fora de estruturas oficiais durante a COVID-19.
- A organização Protect Our Care classificou Kennedy como “a pessoa mais perigosa e inadequada” para chefiar uma agência federal, gerando críticas adicionais nas redes sociais.
- Kennedy já tinha vindo a público explicar o seu historial de toxicodependência, incluindo detenções por droga, e vincula a sobriedade a uma vida disciplinada e acompanhamento contínuo.
Robert F. Kennedy Jr. afirmou, em tom que parecia confidencial, ter utilizado cocaína a partir de tampas de sanita. A declaração foi proferida durante um podcast com Theo Von, anfitrião do This Past Weekend, e foi destacada pela Sky News.
A conversa surgiu no âmbito de uma discussão sobre o passado de consumo de drogas de ambos e sobre a liderança de RFK Jr. na saúde pública dos EUA. Kennedy também mencionou a formação de um grupo informal de apoio a toxicodependentes durante a pandemia de covid-19 e o seu percurso de reabilitação do alcoolismo e da toxicodependência.
A entrevista gerou críticas a partir de organizações e figuras políticas. A associação Protect Our Care questionou a aptidão de Kennedy para chefiar uma agência federal de saúde. O presidente da organização pediu a demissão do atual secretário. Reações nas redes sociais também surgiram, com críticas de membros do Partido Democrata em relação a credenciais do político para tratar de políticas de saúde pública.
Reações e contexto
Entre críticos, surgiram comentários que questionam a credibilidade de Kennedy em matérias de saúde pública. Alguns deputados destacaram o que consideram discrepâncias entre o seu historial de toxicodependência e a forma como aborda políticas de saúde. Outros apontaram semelhanças com críticas a práticas de gestão na administração anterior.
Kennedy é conhecido por ter sido crítico das vacinas durante a pandemia, e já foi associado a afirmações controversas sobre ligações entre vacinas e autismo, sem comprovação científica. O historial público de sobriedade e reabilitação reforça o tom pessoal da entrevista, que amplia o escrutínio sobre a sua liderança na área da saúde.
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