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PS e PCP acusam Governo de mentir sobre barragem de Girabolhos no Mondego

PS e PCP acusam o Governo de mentir sobre a barragem de Girabolhos, dizendo que a suspensão cabia à Endesa, não ao Estado

Eurico Brilhante Dias
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  • PS e PCP afirmam que o Governo mente sobre a suspensão da construção da barragem de Girabolhos, no Mondego, alegando que o acordo de 2016 com o Partido Ecologista Os Verdes não incluía essa obra.
  • O PS sustenta que a suspensão se deve à desistência da empresa construtora Endesa, não a um acordo partidário, e que o Estado não recebeu indemnização.
  • Em 2016, a construção estava em marcha e, segundo o PS, a suspensão não integrou o plano de barragens revisado então.
  • O Governo socialista lançou, em 2019, o programa Mondego + Seguro, com 35 milhões de euros, para relançar a barragem após as cheias; em 2024, eram executados 12 milhões de euros.
  • O PCP afirma que nunca se opôs à construção de barragens, defendendo, no entanto, que o interesse nacional deve prevalecer e destacando que a barragem não foi concluída devido à concessão a privado à Endesa.

O PS e o PCP acusaram o Governo de mentir sobre a suspensão da construção da barragem de Girabolhos, no Mondego, no âmbito de uma leitura da situação que envolve acordos políticos e decisões empresariais. As críticas chegaram numa conferência de imprensa de dirigentes parlamentares dos dois partidos.

Segundo o PS, a suspensão não resulta de qualquer acordo partidário celebrado em 2016, durante a formação do primeiro governo da chamada Geringonça. A leitura apresentada aponta para uma decisão ligada à Endesa, empresa responsável pela construção, e não a um acordo entre partidos.

O líder parlamentar social-democrata argumentou que a suspensão ocorreu por decisão da empresa construtora, sem responsabilidade financeira do Estado. Alega ainda que o programa Mondego + Seguro, lançado após as cheias de 2019, manteve o interesse público de resiliência e prevenção de cheias na bacia hidrográfica.

De acordo com Eurico Brilhante Dias, já no final de 2024 estavam executados 12 milhões de euros do montante histórico do programa, cerca de um terço do total previsto. O deputado sublinhou que, com a mudança de governo, continua sem desenvolvimento claro do programa.

A líder parlamentar do PCP, Paula Santos, reforçou que o partido não é responsável por qualquer conclusão de que o PCP tenha bloqueado ou incentivado a construção da barragem. O PCP afirma ter defendido investimentos públicos em infraestruturas no Mondego e criticou o modelo de concessão a privados, que, na prática, não avançou com a obra.

Paula Santos lembrou que o PCP tem defendido o aproveitamento hidroagrícola do Mondego e apresentou propostas no Orçamento para 2026. As propostas, no entanto, foram rejeitadas tanto pelo Governo como pelo PS, segundo a dirigente comunista.

A discussão insere-se num quadro em que o Governo atual alterou a abordagem da barragem de Girabolhos, com foco na resiliência e prevenção de cheias, em linha com o contexto de secas recentes no país. Ainda assim, não há certezas sobre o estágio atual do programa e o futuro da obra.

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