- Um amigo de José Sócrates, Carlos Santos Silva, comprou uma moradia de luxo na Malveira (Mafra) por 775 mil euros a Pedro Pinto de Sousa, primo do ex-primeiro-ministro, em fevereiro de 2023.
- A moradia, que terá passado para José Paulo Pinto de Sousa, alegado testa de ferro de Sócrates, terá sido usada para pagar uma alegada dívida relacionada com a venda das Salinas da Tchiome, em Angola, segundo o MP.
- A dívida, segundo o jornal Nascer do Sol, estava associada a Irina Diniz Ferreira, deputada da UNITA em Angola, mulher de Anjos Ferreira; este último terá entregue um apartamento na Ericeira em 2018 como pagamento de dívida de 380 mil euros.
- Em 2022, a moradia terá passado a José Paulo Pinto de Sousa para saldar uma dívida da mulher de Anjos Ferreira ao primo de Sócrates de 600 mil euros; José Paulo terá cedido esse crédito ao irmão Pedro, vizinho de Sócrates.
- Em fevereiro de 2023, Santos Silva foi à frente da aquisição; em novembro do mesmo ano, pagou-se 232.500 euros, correspondente a 30% do valor, via contrato de promessa de compra e venda; Sócrates afirmou desconhecer negócios entre terceiros, e a advogada de Santos Silva descreveu a compra como “bom negócio”.
Na Malveira, Mafra, foi concluída em fevereiro de 2023 a compra de uma moradia de luxo por 775 mil euros, efetuada por Carlos Santos Silva. A venda foi feita a Pedro Pinto de Sousa, primo do ex-primeiro-ministro José Sócrates, segundo o jornal Nascer do Sol.
Santos Silva é apontado como amigo e alegado testa‑de‑ferro de Sócrates. A transação envolve José Paulo Pinto de Sousa, irmão de Pedro, que já foi arguido na Operação Marquês, e que terá recebido o imóvel como parte de uma alegada dívida ligada a negócios em Angola.
Segundo o MP, José Paulo recebeu a moradia em 2022 como forma de pagamento de uma dívida entre Anjos Ferreira e o primo de Sócrates, que foi cedida ao irmão de Sócrates. Em novembro de 2023, houve o pagamento de 232.500 euros, correspondente a 30% do valor da aquisição.
O negócio é apresentado pelo MP como parte de operações similares investigadas na Operação Marquês, envolvendo transferências de dinheiro para a família de Sócrates após subornos alegados. A defesa de Santos Silva descreveu a compra como um bom negócio.
Sobre as alegações, Sócrates afirmou desconhecer qualquer negócio entre terceiros relacionado com a compra de casas ou outras transações. A advogada de Santos Silva afirmou que o empresário justificou a aquisição pela atratividade do negócio.
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