- Passos Coelho critica reformas do Estado feitas para “comunicação política” e diz que não se fazem com PowerPoints; pede estudo prévio antes de assumir funções.
- Afirmou que a reforma não se prepara enquanto se está no Governo, devendo ser estudada antes de chegar ao poder para depois se adaptar e implementar.
- Defendeu que não é necessário nomear um ministro para a modernização do Estado; o processo deve ser contínuo e aberto à inovação, sem depender apenas de fatores circunstanciais como a IA.
- Indicou que a reforma falha pela ausência de uma visão consensual sobre as funções essenciais do Estado, destacando a importância de um denominador comum operativo.
- Acrescentou que transformações na administração pública são difíceis sem o envolvimento das estruturas do Estado e sem participação das estruturas intermédias, evitando reformas “top-down”.
Passos Coelho, antigo primeiro-ministro e ex-líder do PSD, criticou as reformas do Estado propostas para servir a cadeira de comunicação política. A intervenção ocorreu em Lisboa, durante a apresentação do livro de Damasceno Dias, dedicada sobretudo à transformação dos serviços públicos.
Segundo o ex-líder, reformas do Estado não se fazem com PowerPoints nem com a designação de um ministro específico para liderar o processo. Defendeu que o tema deve ser estudado com antecedência, antes de assumir funções governativas.
Passos Coelho considerou que a modernização da Administração não deve depender de fatores circunstanciais, como o avanço da IA, e insistiu numa visão contínua. Afirmou que não é preciso criar um novo espaço ministerial para promover a ideia.
O antigo chefe do Governo alegou que a reforma falha pela ausência de um consenso sobre as funções centrais do Estado. Enfatizou que o debate não deve limitar-se a fusões ou criação de organismos, mas a um entendimento político sólido.
O ex-líder do PSD sublinhou que qualquer transformação exige participação das estruturas do Estado. Alertou que mudanças impostas de cima para baixo tendem a falhar, e destacou a importância de envolver dirigentes intermédios.
Entre na conversa da comunidade