- Os líderes europeus adotaram uma agenda de Europa a duas velocidades para desbloquear reformas económicas e relançar a economia, com o prazo de junho para finalizarem a agenda e avançarem com a cooperação reforçada se não houver progressos.
- O presidente francês, Emmanuel Macron, colocou as euro-obrigações como parte integrante do plano para o relançamento económico da UE.
- A cooperação reforçada permite que pelo menos nove países avancem com iniciativas isoladas sem necessidade de unanimidade, sendo considerada já para a União da Poupança e Investimentos.
- A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pediu que o objetivo seja manter a UE unida a 27, enquanto vários líderes, incluindo o espanhol Pedro Sánchez e a primeira-ministra dinamarquesa, defenderam a urgência de mudanças.
- O encontro refletiu a pressão para reduzir o fosso entre a UE, os EUA e a China, com o antigo presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, a incentivar o uso da cooperação reforçada em áreas prioritárias.
A União Europeia avança com uma estratégia de cooperação reforçada para desbloquear reformas económicas, adotando uma Europa a duas velocidades. Macron fixou um prazo até junho para fechar a agenda de relançamento económico europeu.
A ideia é progredir sem exigir consenso de todos os 27 Estados-membros. Pelo menos nove países podem avançar com iniciativas próprias, priorizando a União da Poupança e dos Investimentos e o quadro único para criação de empresas.
A presidência francesa deixou claro que, se não houver perspetivas concretas até junho, o clarão de cooperação reforçada continuará a orientar as ações entre os países dispostos a avançar. O objetivo é reduzir o fosso entre grandes economias e Estados-membros mais relutantes.
A Comissão Europeia destacou que a cooperação reforçada pode avançar já em junho, caso surjam progressos insuficientes das capitais. Dois dossiers centrais citados foram a primeira fase da União da Poupança e dos Investimentos e o 28.º regime europeu para empresas.
António Costa, presidente do Conselho Europeu, afirmou que fará o possível para evitar uma Europa a duas velocidades, mantendo a máxima inclusão entre os 27 Estados-membros. Caso falhe, mencionou-se a possibilidade de recorrer ao Tratado de Lisboa.
Outros líderes acompanharam o retiro em Alden Biesen, Bélgica, onde se discutiu a competitividade europeia face a EUA e China. O chanceler alemão, Friedrich Merz, insistiu na necessidade de agir com rapidez e determinação.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, apoiou a abordagem de duas velocidades como resposta ao contexto atual, destacando que diversos países podem impedir avanços se não houver consenso suficiente. O primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez também endossou a linha.
O debate inclui a experiência de décadas de cooperação entre Estados, com casos como a Procuradoria Europeia e patentes unitárias já em funcionamento. O foco atual passa por acelerar ações prioritárias e consolidar um quadro estável para investimento transfronteiro.
No centro da negociação está a cooperação reforçada para facilitar projetos transfronteiriços e para acelerar reformas estruturais que melhorem competitividade, energia e mercado único, apontando para um calendário de implementação em 2026.
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