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Sargentos dizem que Maria Lúcia Amaral teve falta de sensibilidade política

ANSG acusa falta de sensibilidade política e atraso negocial após demissão da ministra da Administração Interna, questionando avanços estruturais na Guarda

Maria Lúcia Amaral
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  • A ministra da Administração Interna demitiu-se na terça-feira, após críticas à forma de atuar e de gerir a resposta à depressão Kristin que atingiu o país há quinze dias.
  • A Associação Nacional dos Sargentos da Guarda (ANSG) disse que o mandato foi marcado por falta de sensibilidade política e por um arrastamento do processo negocial.
  • A ANSG critica a não adoção da tabela única, mantendo a divisão entre Tabela A e Tabela B, o que, segundo a associação, resulta em remuneração menor quando o Estado assume o encargo.
  • A demissão ocorreu oito meses após o início do mandato; a ANSG pediu que a nomeação do próximo titular da pasta traga mudança efetiva na negociação, sem novo adiamento.
  • A Presidência informou que o primeiro-ministro Luís Montenegro assumirá transitoriamente as competências, numa demissão que marca o início do XXV Governo PSD/CDS-PP.

A ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, pediu a demissão do cargo na terça-feira, após uma onda de críticas à forma como atuou e geriu a resposta à depressão Kristin que assolou o país há quinze dias. O anúncio foi revelado pela Presidência da República, com o Primeiro-Ministro a assumir temporariamente as respetivas competências.

A Associação Nacional dos Sargentos da Guarda (ANSG) acusa o mandato da ministra de ter faltado sensibilidade política e de ter arrastado o processo negocial com as estruturas representativas da GNR. Em comunicado, a ANSG aponta que a demissão coincide com a aprovação de alterações à portaria dos serviços remunerados, sem acolhimento de propostas da associação.

A ANSG critica a não adopção da tabela única, mantendo a divisão entre Tabela A e Tabela B. Segundo a associação, o custo do trabalho é menor quando o Governo assume o encargo. A direção considera que o processo negocial é unilateral e impede resolver problemas reais da Guarda Nacional Republicana.

Contexto político e expectativas

Recorda que duas ministras assumiram a tutela desde o início deste ciclo governamental e que não houve avanços estruturais, apesar das promessas de julho de 2024. A associação afirma esperar uma mudança de postura com o próximo titular da pasta, sem adiamentos das negociações.

Os militares da Guarda exigem ao Primeiro-Ministro que o novo responsável pela Administração Interna tenha capacidade política e negocial para resolver os problemas estruturais do sector. O objetivo é evitar novas demoras no processo negocial com as forças de segurança.

A demissão de Maria Lúcia Amaral foi anunciada numa altura em que o XXV Governo PSD/CDS-PP liderado por Luís Montenegro já soma pouco mais de oito meses. Segundo a Presidência, o Primeiro-Ministro ficará com as competências por forma temporária.

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