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Oposição acusa Governo espanhol de negligência no acidente ferroviário

Oposição acusa Governo de negligência no acidente de Adamuz, afirmando que o caso pode levar o Executivo ao banco dos réus e exige responsabilização e alterações na ferrovia

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  • A oposição, liderada por Alberto Núñez Feijóo, afirmou que o Governo de Pedro Sánchez acabará no banco dos réus por negligência no acidente de Adamuz, em 18 de janeiro, que deixou 46 mortos.
  • Feijóo disse que o Governo ignorou alertas de maquinistas e de entidades europeias sobre o estado das linhas e que o acidente foi evitável, exigindo a demissão de Sánchez e do ministro dos Transportes, Óscar Puente.
  • O primeiro-ministro reiterou que as causas estão a ser apuradas, prometeu justiça se necessário e defendeu que a rede ferroviária espanhola é segura, com trabalhos de renovação feitos conforme protocolos.
  • O relatório preliminar aponta uma rutura de carril numa soldadura realizada há meses como possível causa, e apontou a renovação integral da via para 2025.
  • Sánchez apresentou dados de aumento de verbas para renovação e manutenção desde 2018 e reforçou que a rede ferroviária de Espanha é uma das maiores da Europa, com a alta velocidade a dominar.

O acidente ferroviário entre dois comboios de alta velocidade em Adamuz, Córdoba, no sul de Espanha, em 18 de janeiro, provocou 46 mortes. A oposição afirma que o Governo pode encarar processo por negligência, alegando incumprimento de avisos de maquinistas e entidades europeias.

O líder do Partido Popular (PP), Alberto Núñez Feijóo, disse no parlamento que o Governo de Pedro Sánchez ficará no banco dos réus por negligência. Acusou a administração de ter ignorado alertas sobre o estado das linhas e definiu o episódio como evitável.

Feijóo pediu a demissão do Presidente do Governo e do ministro dos Transportes, Óscar Puente, comparando a gestão à roleta russa com a segurança dos passageiros. O PP sustenta que o Executivo vendeu uma imagem de melhoria sem alterações relevantes.

Sánchez respondeu no parlamento que as causas estão a ser apuradas e que o Estado fará justiça, se necessário. Também afirmou que a rede ferroviária espanhola não é perfeita, mas é segura e segue protocolos nacionais e europeus.

O primeiro relatório preliminar da comissão de investigação aponta para uma rutura de carril, num ponto de soldadura realizado há meses, como possível causa. A análise detalhada continua em curso.

O Governo destacou que, desde 2018, aumentou verbas para renovação e manutenção da ferrovia, contrastando com anos de cortes. Refere ainda que a renovação da via de Adamuz, em 2025, envolveu empresas de topo e passou testes.

Sánchez admitiu que o estudo pode exigir mais recursos e revisão de protocolos de segurança. Garantiu que, quando falhas ficarem confirmadas, serão tomadas medidas para evitar repetição. Não foram apresentadas conclusões finais.

Espanha possui a maior rede de alta velocidade da Europa, com mais de 4.500 quilómetros. O Primeiro-Ministro frisou que o sistema é um dos melhores do mundo, com base em relatórios europeus.

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