Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaispessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ministro da Agricultura afirma ter chamado os gatinhos pelos nomes

Ministro da Agricultura defende acelerar aprovações e chama críticos de “radicais”, alimentando controvérsia sobre o papel do Estado e a lei ambiental

O ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes , à chegada para a sua audição nas comissão de Agricultura e Ambiente
0:00
Carregando...
0:00
  • O ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, disse no Parlamento que chamou os dirigentes do ICNF de “cobardes, mentirosos e radicais” no vídeo enviado a esses dirigentes, defendendo que pode mudar a lei para acelerar a aprovação de projectos em conflito com valores naturais.
  • Fernandes afirmou que o objetivo é evitar que a Administração mande no Governo, e que houve leituras incorretas do vídeo por parte de partidos de esquerda e do PAN.
  • João Lopes Aleixo, deputado do Chega, disse estar feliz por ver Fernando Fernandes cada vez mais próximo das ideias do Chega, após apoiar parte das declarações feitas.
  • O debate mostrou um ministro disposto a enfrentar o que chamou de “Estado profundo”, acusando quem critica o vídeo de tentar minar a autonomia da Administração Pública.
  • Foram discutidos termos como “radicais” e “fundamentalistas do ambiente”, com críticas a ambientalistas e referências a possíveis alterações legais para facilitar projectos, envolvendo ICNF e a Agência Portuguesa do Ambiente.

O ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, afirmou que “chamou os gatinhos pelos nomes” durante uma audição no Parlamento. A declaração acompanhou críticas a quem acusa o conteúdo de um vídeo de violar o Estado de direito. O vídeo, enviado a dirigentes do ICNF, defendia mudar a lei para acelerar projetos com impacto ambiental.

Na audição conjunta das comissões de Agricultura e Pescas e de Ambiente e Energia, Fernandes disse que o objetivo era permitir que a Administração tenha mais influência na aprovação de projetos, quando necessário. A sua intervenção ocorreu na sequência de disputas com organizações ambientalistas e partidos.

João Lopes Aleixo, deputado do Chega, acompanhou a posição do ministro e reconheceu que algumas expressões proferidas ao publicarem o vídeo na rede social Facebook não foram adequadas para o cargo. O deputado afirmou ainda que o ministro está alinhado com as ideias do Chega, o que ele considerou uma convergência entre ambas as partes.

Reação parlamentar e contexto

Durante cerca de duas horas de debate, os deputados questionaram Fernandes sobre a linguagem utilizada no vídeo, que chamou de “cobardes, mentirosos e radicais” dirigentes do ICNF. O ministro justificou que as palavras derivam de princípios constitucionais, rejeitando leitura que o pudesse enquadrar de forma inadequada.

Jorge Pinto, deputado do Livre, sublinhou que o ministro utilizou repetidamente o termo “radicais” e pediu clarificações sobre quem pretende excluir, ou restringir, a autonomia dos técnicos do ICNF. Fernandes respondeu que não iria explicitar perante dirigentes anónimos e manteve a defesa de que as suas afirmações respeitam a Constituição.

A Iniciativa Liberal acompanhou a sessão, com Mário Amorim Lopes a criticar o que chamou de agendas partidárias no Estado. O ministro mencionou ainda que há quem esteja contra novas técnicas de melhoramento e contra o uso de água, apontando para o que descreveu como resistência de “fundamentalistas do ambiente”.

A discussão incluiu referências a eventuais mudanças legais para facilitar a aprovação de projetos que, segundo Fernandes, podem conflitar com padrões ambientais, sob a premissa de equilíbrio entre desenvolvimento e proteção dos recursos naturais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais