- Na primeira volta das presidenciais de 18 janeiro de 2026, António José Seguro venceu, com quase oito pontos percentuais à frente de André Ventura, contrariando sondagens.
- Na segunda volta, 8 de fevereiro, Seguro conquistou mais de dois terços dos votos expressos.
- Seguro obteve a maior votação de sempre em Portugal, com mais de 3,4 milhões de votos; Ventura ficou com cerca de 1,7 milhões de votos.
- Ventura saiu de cena com um forte pecúlio eleitoral, o que pode influenciar a dinâmica do parlamento e a relação entre o Chega e o Governo.
- O rescaldo político aponta para uma fase de maior estabilidade para o presidente eleito, mas ficam questões sobre o futuro da direita radical e o seu impacto institucional.
O rescaldo das presidenciais de 2026 em Portugal começa com uma surpresa no primeiro acto, em 18 de janeiro: António José Seguro vence a primeira volta, surpreendendo sondagens ao superar Ventura por uma margem de quase oito pontos. O triunfo abre caminho à campanha da segunda volta.
Na segunda volta, a 8 de fevereiro, Seguro vence com mais de dois terços dos votos exprimidos, em circunstâncias marcadas pela abstenção e pela crise causada pela tempestade Kristin. A eleição consolida o candidato moderado como líder com legitimidade robusta.
Seguro foi ele não apenas eleito, mas com a maior votação de sempre para a presidência, ultrapassando os 3,4 milhões de votos. Ventura, apesar da derrota, deixa a corrida com mais de 1,7 milhões de votos, mais de 300 mil que em legislativas anteriores, sinalizando força eleitoral que pode influenciar o Parlamento.
Análise
Este rescaldo, analisado pelo professor António Costa Pinto, coloca em evidência a influência de uma vitória expressiva do lado moderado. Costa Pinto é doutorado pelo Instituto Universitário Europeu e, atualmente, investigador aposentado no ISCTE e professor convidado na Universidade de Lisboa.
Para já, já se discutem impactos na relação entre o governo e o parlamento, bem como o peso político de Ventura na arena nacional. O examinador político sustenta que a vitória de Seguro redefine o equilíbrio entre forças políticas de centro e da direita radical, ainda por confirmar-se na prática parlamentar.
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