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Impacto das novas medidas israelitas na Cisjordânia ocupada

Medidas israelitas aceleram a anexação da Cisjordânia, facilitam compra de terras pelos colonos e criam enclaves palestinianos, ampliando o controlo em locais sagrados

Crianças palestinianas observam a cidade de Hebron, na Cisjordânia ocupada por Israel
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  • Medidas israelitas para a Cisjordânia aceleram a anexação, facilitando a compra de terras pelos colonos ao eliminar a exigência de autorização estatal.
  • O ministro das Finanças Bezalel Smotrich disse que judeus poderão comprar terras na Cisjordânia como em Telavive ou Jerusalém; até agora a aquisição passava por intermediação.
  • O Governo de Israel aprovou um número recorde de cinquenta e dois colonatos em dois mil e vinte e cinco.
  • As novas regras expandem o controlo israelita em áreas A e B, afetando crimes relacionados com água, sítios arqueológicos e resíduos ambientais, o que pode deslocar palestinianos para enclaves.
  • Locais religiosos na região passam a ficar sob jurisdição israelita: o Túmulo de Raquel, perto de Belém, e o Túmulo dos Patriarcas, em Hebron, com licenças de construção entregues ao COGAT e a nova autoridade israelita.

Novas medidas israelitas para a Cisjordânia ocupada devem acelerar a anexação do território, facilitar a compra de terras por colonos e isolar ainda mais os palestinianos em enclaves, anunciadas no fim de semana.

As mudanças alteram regras históricas sobre aquisição de terras. O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, afirmou que os colonos poderão comprar terrenos sem permissão estatal prévia, como já acontece em cidades de Israel.

A revogação da lei que restringia compras diretas na Cisjordânia foi recebida como uma medida de regularização para os colonos, numa linha defendida por aliados de Netanyahu, que defendem a anexação gradual do território.

A organização Peace Now diz que o sistema de permissões visava evitar fraudes e conter iniciativas imobiliárias que contrariavam a política do Governo, num contexto em que mais de meio milhão de israelitas vivem na região.

A cooperação entre Smotrich, Itamar Ben-Gvir e outros apoiantes de colonatos sinaliza uma mudança estratégica, com o objetivo declarado de consolidar a presença israelita na Cisjordânia.

O Governo aprovou, em 2025, um número recorde de 52 novos colonatos, reforçando a tendência de expansão na região em disputa com a Autoridade Palestina.

Expansão de controlo sobre áreas administrativas

As medidas ampliam o controlo israelita sobre áreas da Cisjordânia onde funciona a Autoridade Palestiniana, com a divisão A, B e C a ser alterada para questões ligadas à água, sítios arqueológicos e ambiente.

Especialistas palestinianos alertam para deslocamentos de comunidades perto de sítios sensíveis, como forma de reduzir áreas de residência e criar enclaves urbanos de menor dimensão.

Jarbawi, analista palestiniano, diz que a estratégia visa fragmentar a vida dos residentes, concentrando-os em zonas centrais das cidades maiores.

Yonatan Mizrachi, da Peace Now, afirma que as medidas fortalecem o avanço rumo à anexação, enfraquecendo a Autoridade Palestina instalada pelos Acordos de Oslo.

Locais religiosos sob maior controlo

As novas regras estendem o controlo israelita ao Túmulo de Raquel, junto a Belém, e ao Túmulo dos Patriarcas, em Hebron, locais de grande significado religioso para várias confissões.

Em Hebron, a gestão de licenças de construção na área do Túmulo dos Patriarcas passa a ficar a cargo do COGAT, órgão militar israelita responsável por assuntos civis.

O Túmulo de Raquel, até agora gerido pela Câmara de Belém, ficará sob jurisdição de uma nova autoridade criada em território ocupado, conforme as mudanças administrativas.

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