- O Bloco de Esquerda defendeu a saída de Maria Lúcia Amaral do cargo de ministra da Administração Interna, dizendo que está “a mais” no Governo e não esteve à altura das tempestades que afetaram o país.
- O coordenador nacional do BE, José Manuel Pureza, afirmou que, se o Governo aceitasse críticas herdadas de outros tempos, haveria menos cadeiras ocupadas no Conselho de Ministros, defendendo que é altura de mudar.
- Pureza sustentou que o desempenho da ministra, no contexto das tempestades, representa um caminho de inadequação e de incapacidade de responder às responsabilidades.
- Fabian Figueiredo, deputado único do BE, questionou em que medida a ministra esteve presente em decisões e na comunicação durante a crise, sugerindo falhas de liderança e transparência.
- O BE pediu que Maria Lúcia Amaral se coloque à disposição para deixação do cargo ou que o primeiro-ministro a demita, substituindo-a por alguém à altura da função.
O BE defendeu nesta terça-feira a saída de Maria Lúcia Amaral do cargo de ministra da Administração Interna, dizendo que está a mais no Governo e que não tem correspondido às responsabilidades perante as tempestades que afetaram o país.
Na conferência de imprensa, o coordenador nacional do BE, José Manuel Pureza, afirmou que, se o Primeiro-Ministro aplicasse as críticas feitas aos governos anteriores, haveria mais cadeiras livres no Conselho de Ministros. O tema foi discutido na Assembleia da República.
O BE mostrou um conjunto de propostas legislativas para apoiar as populações afetadas, apresentadas pelo deputado Fabien Figueiredo, em conjunto com Pureza. Os deputados questionaram a atuação da ministra durante a crise.
Para Pureza, a inadequação tem sido patente há muito tempo, e o desempenho da ministra na atual conjuntura torna-se o culminar de um rumo de resposta deficiente, o que justifica o seu afastamento.
Fabien Figueiredo comentou o silêncio da ministra e levantou dúvidas sobre a sua presença em operações de gestão de crise, além de perguntas sobre a participação do secretário de Estado numa cerimónia da GNR.
O deputado manifestou a esperança de que Maria Lúcia Amaral apresente a sua disponibilidade para renunciar ou que o Primeiro-Ministro a substitua por alguém à altura das responsabilidades.
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