Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaispessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Sociedade de Cardiologia defende comparticipação de medicação para obesos de risco

Sociedade Portuguesa de Cardiologia pede a comparticipação de fármacos GLP‑1 em obesos com risco cardiovascular, sem diabetes, e o fim das restrições de prescrição

Sociedade de Cardiologia defende a comparticipação dos medicamentos usados nos diabéticos em pessoas obesas com risco cardiovascular
0:00
Carregando...
0:00
  • A Sociedade Portuguesa de Cardiologia apresentou uma petição a pedir a comparticipação de medicamentos usados em diabéticos também a pessoas obesas com risco cardiovascular, mesmo sem diabetes, e o fim das restrições de prescrição.
  • O objetivo é que pacientes obesos com alto risco cardiovascular tenham acesso a estes fármacos, independentemente de terem diabetes, reduzindo o peso e os fatores de risco.
  • A petição salienta que a evidência científica mostra que agonistas do recetor GLP-1 promovem perda de peso relevante e reduzem eventos cardiovasculares.
  • A presidente da SPC afirma que houve alargamento dos critérios de comparticipação para incluir obesos com índice de massa corporal até 30, mas mantém-se a portaria de prescrição com limitações a determinadas especialidades.
  • Destaque ainda para o apoio da Organização Mundial da Saúde à intervenção na obesidade como forma de evitar doenças associadas, com a ideia de que a comparticipação destes medicamentos pode reduzir custos de saúde no futuro.

A Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) lançou uma petição pedindo a comparticipação de medicação usada em diabéticos para pessoas obesas com risco cardiovascular, mesmo sem diabetes. Reclama também o fim das restrições na prescrição. O texto destaca a obesidade como doença crónica associada a maior risco de doença cardíaca.

Segundo a SPC, a evidência científica sustenta que agonistas do recetor GLP-1 promovem perda de peso relevante, melhoram fatores de risco e reduzem eventos cardiovasculares. A petição sustenta o benefício clínico destes fármacos em pacientes obesos com risco.

Cristina Gavina, presidente da SPC, diz que a recente ampliação dos critérios de comparticipação foi positiva, mas tem limitações. O índice de massa corporal admitido baixou de 35 para 30, beneficiando obesos sem diabetes, mas com risco elevado.

A dirigente sublinha que a portaria atual restringe a prescrição a áreas específicas como Medicina Interna, Medicina Geral e Familiar, Endocrinologia e Pediatria. Assim, várias especialidades enfrentam constrangimentos na indicação destes fármacos.

Além de diabéticos, a SPC defende que pessoas com doença estabelecida, como quem já teve AVC e permanece obesa, também devem ter acesso a estes tratamentos. A evidência internacional já aponta benefícios nestes cenários.

Há ainda medicamentos similares no mercado, com diferentes doses, o que complica o acesso exclusivo aos diabéticos. A SPC defende a comparticipação para obesos não diabéticos e o fim das restrições de prescrição.

A especialista aponta que ensaios clínicos mostram benefício independentemente da perda de peso total estimada. Também se fala num possível efeito anti-inflamatório e melhoria de marcadores metabólicos.

A Organização Mundial da Saúde já enfatizou a urgência de tratar a obesidade para reduzir a despesa em saúde a longo prazo, defendendo que a comparticipação pode representar investimento público relevante.

Gavina reforça que reduzir a obesidade evita a progressão de doenças metabólicas, cardíacas, renais e hepáticas. A melhoria da pressão arterial, do perfil lipídico e da glicose é destacada como benefício indireto.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais